| Processo: | 17/02997-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2019 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular |
| Pesquisador responsável: | Enrique Mario Boccardo Pierulivo |
| Beneficiário: | Enrique Mario Boccardo Pierulivo |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Ana Paula Lepique |
| Assunto(s): | Infecções por Papillomavirus Metaloproteinases da matriz Neoplasias do colo uterino Transformação celular Progressão tumoral |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Câncer da cérvice uterina | metaloproteinases de matriz | papilomavírus humano | progressão tumoral | Reck | Transformação celular | Oncovirologia |
Resumo
Alguns tipos de HPV, conhecidos coletivamente como HPV de alto risco, estão etiologicamente associadas com quase a totalidade dos cânceres da cérvice uterina e com mais de 50% de outros carcinomas anogenitais. Os HPV de alto risco expressam duas oncoproteínas, E6 e E7, que agem sobre fatores celulares específicos promovendo proliferação celular contínua, resistência à morte por apoptose, resistência a citocinas, evasão do sistema imune e alterações cromossômicas numéricas e estruturais. Além disso, foi observado que entre os mecanismos de carcinogênese associados ao HPV incluem-se alterações em componentes da matriz extracelular (MEC), como as metaloproteinases de matriz (MMP) e alguns de seus reguladores. As MMP são responsáveis pelo remodelamento da MEC e o aumento de sua expressão exerce um papel chave em vários processos. Estudos realizados previamente por nosso grupo mostram que células que expressam a oncoproteína E7 de HPV16 apresentam maiores níveis de expressão e atividade de MMP-9. Além disso, a expressão de E7 está associada à queda os níveis nos reguladores de MMPs, TIMP-2 e RECK. A proteína RECK (reversion inducing cysteine rich protein with kazal motifs) apresenta função essencial na remodelação tecidual e na angiogênese tumoral, através da regulação pós-transcricional da atividade de MMP-2, MMP-9 e MMP-14 (MT1-MMP). A expressão de RECK também é baixa em lesões do colo uterino de alto grau e em amostras de câncer cervical, quando comparadas a amostras de pacientes com cervicite. Em conjunto, esses dados sugerem que regulação negativa de RECK pode ser uma peça chave na história natural do câncer cervical. O presente estudo visa determinar o papel de RECK no processo de carcinogênese mediado por HPV. Para isto analisaremos o efeito da superexpressão de RECK no potencial tumorigênico de linhagens celulares derivadas de tumores de cérvice uterina in vitro e in vivo. Além disso, pretendemos verificar o envolvimento de proteínas de HPV na regulação da atividade transcricional do promotor de RECK. Os resultados desse estudo ajudarão a determinar o papel de RECK no estabelecimento e progressão de tumores associados ao HPV. (AU)
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