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Envolvimento de diferentes sub-populações de neurônios serotonérgicos dos núcleos dorsal e mediano da rafe em ratas submetidas a distintos estímulos estressores

Resumo

Já se conhece que a ansiedade e a depressão são mais prevalentes em mulheres, principalmente nas fases do ciclo ou em fases da vida e/ou situações clínicas (puerpério, perimenopausa, ovariectomia bilateral) em que há baixa concentração sérica dos hormônios sexuais. Considerando que neurônios serotonérgicos oriundos dos Núcleos Mediano e Dorsal da Rafe se projetam ascendentemente para estruturas prosencefálicas relacionadas com a manifestação desses transtornos, especialmente para o Hipocampo e Matéria Cinzenta Periaquedutal Dorsal (MCPd), o presente estudo tem por objetivo investigar se sub-populações específicas de neurônios da rafe são distintamente ativadas ao longo das diferentes fases do ciclo hormonal após submissão das ratas a diferentes estímulos estressores. Em ratos, tem sido demonstrado que a esquiva no teste do Labirinto em T elevado aumenta a ativação serotonérgica de neurônios localizados nos subnúcleos dorsal, caudal e interfascicular do Núcleo Dorsal da Rafe (NDR), e no Núcleo Mediano da Rafe (NMR). A fuga eleva a ativação de neurônios não-serotonérgicos nas subdivisões dorsolateral e dorso medial da MCPd, e nas asas laterais do NDR. Assim, ratas Wistar (n=10 animais/grupo), intactas ou ovariectomizadas, serão submetidas às diferentes manipulações comportamentais: Labirinto em T Elevado, estressores agudos ou crônicos. Após exposição aos procedimentos experimentais, os encéfalos dos animais serão submetidos às técnicas de imunohistoquímica para a marcação da ativação neuronal (dupla marcação: cFOS e triptofano hidroxilase). A hipótese a ser testada é que a ativação de neurônios serotonérgicos nos subnúcleos dorsal, caudal e interfascicular do NDR e no NMR, bem como a ativação neuronal no Hipocampo e em subdivisões da MCPd ocorra diferencialmente de acordo com a fase do ciclo, e segundo o tipo de estressor aplicado, e esteja correlacionada à manifestação comportamental no LTE. Os resultados obtidos na análise comportamental e das imagens em cada etapa experimental serão quantificados, organizados e submetidos à Análise de Variância (ANOVA uma via ou medidas repetidas de acordo com as variáveis envolvidas), seguida pelo teste post hoc de Duncan, sendo consideradas significativas as diferenças quando o valor de p for menor que 0,05. Os dados comportamentais e da imunohistoquímica serão analisados conjuntamente através do teste de correlação de Pearson. (AU)