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Fosfolipase D recombinante de Loxosceles gaucho liga-se à plaquetas e promove exposição de fosfatidilserina

Processo: 17/14080-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de setembro de 2017 - 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Geraldo Santana Magalhães
Beneficiário:Geraldo Santana Magalhães
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Fosfolipase D  Plaquetas sanguíneas  Loxosceles gaucho 

Resumo

O envenenamento pelas aranhas do gênero Loxosceles é freqüentemente relatada como causa de lesões necróticas em humanos em todo o mundo. Entre os muitos componentes encontrados no veneno do gênero Loxosceles, as fosfolipases D (PLDs) são as mais investigadas, pois podem causar uma resposta inflamatória intensa, dermonecrose, hemólise e agregação plaquetária, entre outros efeitos. Embora as PLDs induzam forte agregação de plaquetas, não existem estudos que mostrem como as PLDs interagem com as plaquetas para promover esse efeito. Uma vez que muitos agonistas devem interagir com receptores específicos na membrana das plaquetas para induzir agregação, é razoável esperar que as PLDs possam, de alguma forma, também interagir com as plaquetas para induzir essa atividade. Portanto, para abordar esta possibilidade, neste trabalho, uma PLD recombinante de L. gaucho, denominada de LgRec1, foi fusionada à proteína fluorescente verde (EGFP) e utilizada como sonda para detectar a interação de LgRec1 com as plaquetas através de classificador de células ativado por fluorescência (FACS) e microscopia confocal. A preservação das atividades biológicas desta toxina quimera também foi analisada. Primeiramente os resultados mostram que o LgRec1 não requer componentes plasmáticos para se ligar as plaquetas, embora estes componentes sejam necessários para que a LgRec1 induza agregação plaquetária. Além disso, a ligação de LgRec1 à membrana das plaquetas humanas sugere a exposição da fosfatidilserina (PS) que pode atuar como um ancorador para fatores de coagulação. Portanto, os resultados adicionam novas informações sobre a ligação das PLDs de Loxosceles às plaquetas, 0 que pode ajudar a desvendar como essas toxinas promovem a agregação plaquetária. (AU)