| Processo: | 17/16001-7 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2018 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica |
| Pesquisador responsável: | Diogo Meyer |
| Beneficiário: | Diogo Meyer |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Evolução Seleção natural Genômica Genética populacional Antígenos HLA Sequenciamento de nova geração |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Evolução | Genética de populações | Genômica | Hla | Ngs | Seleção Natural | Genômica |
Resumo
Várias décadas de pesquisa mostraram de modo convincente que os genes do complexo principal de histocompatibilidade humana (HLA) apresentam assinaturas de seleção natural. Apesar dessa conclusão, muitas questões permanecem em aberto a respeito do regime seletivo atuando sobre esses genes, a escala de tempo em que a seleção atua, e as conexões funcionais entre a variabilidade genética e a seleção natural. Nesta revisão argumentamos que bases de dados genômicas, em especial aquelas geradas por sequenciamento de nova geração (NGS) em escala populacional, estão transformando nossa compreensão da evolução de genes HLA. Mostramos que dados em escala genômica podem ser usados para realizar testes robustos e poderosos para detectar seleção positiva como balanceadora. É notável que esses testes mostraram que a seleção natural pode ser identificada em escalas de tempo recentes e remotas. Nós discutimos como achados de estudos de associação em escala genômicas (GWAS) impactam o estudo evolutivo de genes HLA, e como dados genômicos podem ser usados para investigar mudança adaptativa envolvendo a interação entre múltiplos genes. Discutimos os desenvolvimento metodológicos que são necessários para analizar e interpretar de modo correto estudos genômicos envolvendo a região HLA. Esses desenvolvimentos incluem a adaptação da análise do NGS para lidar com o alto polimorfismos de genes HLA, assim como o desenvolvimento de ferramentas para buscar assinaturas de seleção, quantificar diferenciação e medir miscigenação na região HLA. Finalmente, mostramos novas tecnologias permitem a geração de dados envolvendo fenótipos moleculares relevantes para genes HLA, em particular sua expressão, trazendo uma nova camada de informação ao estudo da variação genética. (AU)
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