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Utilização de anticorpos que neutralizam a infecção após a adesão à célula para o desenvolvimento de estratégias imunoterápicas inovadoras exemplificadas pela destruição seletiva de células humanas infectadas pelo vírus Zika.

Processo: 17/23281-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2018 - 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Paolo Marinho de Andrade Zanotto
Beneficiário:Paolo Marinho de Andrade Zanotto
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Denise Regina Bairros de Pilger ; Stefan Barth ; Vitor Renaux Hering
Auxílios(s) vinculado(s):19/27553-6 - Origem da epidemia de febre amarela de São Paulo de 2017-2018 revelada por meio de análise epidemiológica molecular dos casos fatais, PUB.ART
Assunto(s):Virologia  Vírus Zika 

Resumo

O vírus Zika (ZIKV) é um flavivírus responsável pela atual epidemia no Brasil e nas Américas, sendo transmitido a humanos através do mosquito Aedes aegypti, caracterizado por sua capacidade de rápida adaptação a novos ambientes, o que lhe permite se procriar em áreas urbanas, prosperando em regiões empobrecidas e densamente povoadas, sem encanamento de água e restrição na coleta de lixo. O ZIKV foi causalmente associado com a microcefalia fetal, restrições de crescimento intrauterinas, e outras malformações congênitas tanto em humanos quanto em camundongos. Ainda não estão disponíveis fármacos antiretrovirais efetivos, o que impõe uma demanda médica urgente, principalmente nos casos de emergência. O genoma do ZIKV consiste de uma molécula de RNA em fita única em sentido positivo com 10794 kb de comprimento com 2 regiões flanqueadoras não codificantes (5' e 3' NCR) e uma única e longa fase de leitura aberta codificando a poliproteína: 52-C-prM-E-NS1-NS2A-NS2B-NS3-NS4A-NS4B-NS5-32, que é clivada em capsídeo (C), precursor de membrana (prM), envelope (E) e sete proteínas não estruturais (NS). A proteína E (H53 kDa) é a maior proteína da superfície do vírion, estando envolvida em vários aspectos do ciclo viral, em particular mediando a ligação e fusão à membrana. Pretendemos identificar anticorpos capazes de neutralizar a infecção após a adesão às células permissivas. As células secretoras de anticorpos correspondentes aos anticorpos de interesse terão os genes variáveis sequenciados. Tecnologias de anticorpos recombinantes serão utilizadas em colaboração com o grupo do Prof. Barth (UCT, África do Sul) para selecionar e desenvolver fragmentos dos anticorpos específicos contra os epítopos relevantes. O Prof. Barth possui um destacado histórico na geração de conhecimento em imunodiagnósticos e imunoterapias recombinantes, principalmente relacionado a doenças proliferativas. Este projeto colaborativo permitirá, tirando-se proveito desta expertise, traduzi-la em termos da identificação e eliminação específica de células infectadas. Os anticorpos recombinantes mais promissores serão adicionalmente modificados através de engenharia de proteínas para prover imunodiagnósticos e terapias de nova geração específicos para o ZIKV. A flexibilidade da tecnologia de anticorpos recombinantes e a conservação estrutural e mecanística de epítopos permitirão, futuramente, estender esta metodologia para outros flavivírus (e.g. SLEV, WNV, EOCV, etc.) e arbovírus (e.g. alfavírus e bunyavírus) em geral. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CUNHA, MARIELTON DOS PASSOS; DUARTE-NETO, AMARO NUNES; POUR, SHAHAB ZAKI; ORTIZ-BAEZ, AYDA SUSANA; CERNY, JIRI; DE SOUZA PEREIRA, BARBARA BRITO; BRACONI, CARLA TORRES; HO, YEH-LI; PERONDI, BEATRIZ; SZTAJNBOK, JAQUES; FERREIRA ALVES, VENANCIO AVANCINI; DOLHNIKOFF, MARISA; HOLMES, EDWARD C.; NASCIMENTO SALDIVA, PAULO HILARIO; DE ANDRADE ZANOTTO, PAOLO MARINHO. Origin of the Sao Paulo Yellow Fever epidemic of 2017-2018 revealed through molecular epidemiological analysis of fatal cases. SCIENTIFIC REPORTS, v. 9, DEC 31 2019. Citações Web of Science: 0.

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