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Uso de autonomous reef monitoring structures no inventário e monitoramento da fauna marinha críptica

Processo: 17/11948-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Regular
Vigência: 01 de maio de 2018 - 31 de outubro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Tito Monteiro da Cruz Lotufo
Beneficiário:Tito Monteiro da Cruz Lotufo
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Ana Paula Siqueira Dornellas ; Cristiane Xerez Barroso ; Francisca Andréa da Silva Oliveira
Assunto(s):Biodiversidade  Genômica  Monitoramento ambiental  Inventários de fauna  Fauna  Fauna marinha  Ecossistemas costeiros 

Resumo

A diversidade dos organismos com hábitos crípticos em ambientes coralíneos representa um dos grandes desafios para o conhecimento da biodiversidade marinha. Com o intuito de estudar a biota críptica de áreas recifais, foi desenvolvida uma estrutura artificial cúbica e desmontável denominada de Autonomous Reef Monitoring Structure (ARMS). Estas estruturas são mantidas submersas por cerca de um ano, permitindo o recrutamento da biota críptica, que pode então ser coletada de forma eficiente e sem dano ao ambiente. Os ARMS já estão sendo usados na última década em dezenas de localidades do mundo, abrangendo uma grande variedade de sistemas coralíneos. Neste projeto se pretende utilizar ARMS para o inventário da biota críptica de áreas insulares costeiras em São Paulo, com a instalação num total de 4 pontos, nas seguintes unidades de conservação: Estação Ecológica Tupinambás, Parque Estadual da Ilha Anchieta e Refúgio da Vida Silvestre de Alcatrazes. Os ARMS serão instalados em tréplicas em cada ponto, em profundidades ao redor de 10m, permanecendo submersos por um período aproximado de 12 meses. Após o período de submersão, os ARMS serão substituídos e processados, com os organismos coletados, fotografados e preservados para identificação morfológica e geração de sequências de DNA barcoding. Uma segunda etapa do projeto envolverá o uso de meta-barcoding, utilizando plataformas de sequenciamento massivo para obtenção de sequências curtas para comparação com bases de dados. Se espera, dessa forma, descrever a diversidade da biota críptica do infralitoral rochoso das ilhas costeiras estudadas, permitindo a avaliação e comparação com outras localidades do mundo, e estabelecendo a linha de base para monitoramento de longo prazo destas áreas. (AU)