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Sobre a razao do Mesmo que enuncia a nao-razao do Outro: As voltas com a Historia da Loucura e O Alienista.

Processo: 07/01920-5
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2007
Vigência (Término): 31 de julho de 2009
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Sociologia do Conhecimento
Pesquisador responsável:Laymert Garcia dos Santos
Beneficiário:Elton Rogério Corbanezi
Instituição Sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Michel Foucault   Modernidade   Crítica   Friedrich Nietzsche   Loucura   Machado de Assis
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:crítica | Foucault | loucura | Machado de Assis | modernidade | Nietzsche | silenciamento | Teoria e Filosofia das Ciências Humanas

Resumo

O presente projeto de pesquisa se constitui como um desdobramento e, por conseguinte, um aprofundamento da pesquisa anteriormente desenvolvida e fomentada pela FAPESP em Iniciação Científica no ano de 2006. Desdobramento e aprofundamento perceptíveis nos objetivos a serem desenvolvidos.Inicia-se a discussão com o conto O Alienista [1882], analisando-o na forma com a qual há um silenciamento ou não da loucura. Durante a narrativa são nítidas as atitudes de Simão Bacamarte à redução ao silêncio, excluindo todos que considera louco. Portanto, acredita-se, primeiramente, haver o silenciamento da loucura por um discurso dito cientificista, o que o legitima e lhe dá poder. Entretanto, não é o que realmente acontece, pois, ao findar o conto, todos os "loucos" são libertos, devido à constatação de que o desequilíbrio das faculdades cerebrais enquadra-se em uma "normalidade", e o único entregue ao isolamento é o próprio Dr. Bacamarte, que torna sua razoabilidade patológica. Reunindo em si teoria e prática o médico-psiquiatra se definha no isolamento entregue a um fim silente. Portanto, os indícios de que a loucura seja silenciada durante a narrativa através da autoridade discursiva da medicina é negada, já que a loucura discursa e age sobre si própria. Primeiramente relacionaremos essa discussão com a obra História da Loucura [1961] que demonstra historicamente a loucura silenciada, silenciamento legitimado sobretudo com a constituição de um saber cientificista. Doravante, analisaremos como houve a "libertação" de tal silenciamento com filósofos e artistas, que, em pleno século XIX, utilizam a loucura como forma de crítica. Ou seja, como a filosofia nietzscheana se sustenta em uma "suposta loucura" e realiza a crítica da modernidade, na qual o "mundo experimenta sua culpabilidade". Isto é, a forma como Nietzsche apropria-se da loucura como um elemento cognitivo de crítica e de realização filosófica. Idéia perceptível em vários fragmentos de suas obras, sobretudo em Ecce Homo [1908].

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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
CORBANEZI, Elton Rogério. Sobre a razão do Mesmo que enuncia a não-razão do Outro: as voltas com a Historia da loucura e O alienista. 2009. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Campinas, SP.

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