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Efeitos dos polimorfismos dos genes DRD1 e DRD2 sobre a refratariedade ao tratamento com antipsicóticos em pacientes com esquizofrenia

Processo: 11/10891-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2011
Vigência (Término): 30 de novembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Síntia Iole Nogueira Belangero
Beneficiário:Leticia Maria Nery Spindola
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Esquizofrenia   Receptores dopaminérgicos   Polimorfismo genético

Resumo

Nos últimos anos tem sido muito bem documentado que fatores genéticos desempenham um papel importante na fisiopatogenia da esquizofrenia. Grande parte dos estudos envolvendo a neurobiologia da síndrome psicótica tem focado em alterações nos sistemas de neurotransmissores. Dentre elas, a hipótese dopaminérgica, particularmente, é a mais estudada e originou-se a partir de observações que correlacionaram a potência de drogas antipsicóticas com suas afinidades por receptores de dopamina D2. Em relação aos aspectos terapêuticos, a resistência ao tratamento farmacológico é um dos principais desafios encontrados pelo clínico no manejo dos pacientes.O presente trabalho tem como objetivo geral verificar a associação dos polimorfismos rs4532 do gene DRD1 e rs1799732 do gene DRD2 (ambos receptores de dopamina) com a refratariedade ao tratamento com antipsicóticos em pacientes com esquizofrenia. Além disso, pretendemos também verificar a associação desses polimorfismos com a própria doença. Serão estudados 150 pacientes portadores de esquizofrenia, sendo 75 refratários e 75 não refratários ao tratamento e também 200 indivíduos controles. O polimorfismo rs4532 (A48G) do gene DRD1 será genotipado por meio da técnica de PCR (polymerase chain reaction) em tempo real com sistema de detecção Taqman®. Já o polimorfismo rs1799732 (-114C Ins/Del) do gene DRD2 será genotipado pelo método de PCR-RFLP (Polymerase Chain Reaction - Restriction Fragment Length Polymorphism). Tais polimorfismos serão correlacionados à refratariedade ao tratamento com antipsicóticos em pacientes com esquizofrenia e com a própria doença. Também será realizada análise de estratificação populacional a partir de marcadores genéticos escolhidos para a população brasileira a fim de correção estatística de fatores confundidores relacionados a diferenças étnicas. Esse trabalho multidisciplinar está baseado nos princípios da farmacogenômica e visa encontrar marcadores genômicos que possam prever a resposta ao tratamento, acabando assim com os tratamentos inadequados, diminuindo o sofrimento dos pacientes e proporcionando, um tratamento individualizado com base nas suas pré-disposições genéticas.