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Interação de B-defensinas de serpentes com membranas artificiais

Processo: 12/01565-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2012
Vigência (Término): 31 de julho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Nancy Oguiura
Beneficiário:Leonardo Sanches
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/08580-8 - Defensinas em serpentes: atividade antibiótica e análise genômica comparativa, AP.R
Assunto(s):Serpentes   Crotamina   Toxinas em animal   Toxinas   Membranas artificiais

Resumo

As beta-defensinas são peptídeos com atividade antimicrobiana que interagem com a bicamada lipídica procariota, promovendo o extravasamento do conteúdo citoplasmático. Seus genes, por serem de pequeno tamanho e conservados nas regiões do peptídeo sinal e nas regiões não-traduzidas 5' e 3', são facilmente isolados por PCR. Dessa forma, foram sequenciados diversos genes de beta-defensinas de serpentes venenosas conhecidas popularmente como jararacas, cascavéis e surucucus. As sequências aminoacídicas dos peptídeos maduros foram deduzidas a partir das estruturas exon/intron conhecidas da crotamina e do crotasin e peptídeos sintéticos serão produzidos para serem testados tanto para atividade antibiótica quanto em interação com membranas modelo. Esses peptídeos serão testados em membranas modelo tipo GUV, vesículas unilamelares gigantes, com diâmetro entre 10 e 100 um, que podem ser visualizadas em microscópio óptico de contraste de fase. Optaremos por analisar peptídeos com características diferenciadas tais como: carga líquida, alterações na extremidade carboxi-terminal, a crotamina e seu homólogo, em GUVs com diferentes composições lipídicas. Qualquer alteração na camada lipídica pode ser observada e gravada. Serão testadas diversas concentrações de beta-defensinas para se determinar a quantidade ideal para a observação das alterações que ocorrem na membrana. Dessa maneira, pode-se inferir qualitativamente o modo de ação de cada peptídeo estudado.