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Estudos estruturais com toxinas do veneno de serpentes da Amazônia

Processo: 13/10611-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2013
Vigência (Término): 31 de julho de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Molecular
Pesquisador responsável:Marcos Roberto de Mattos Fontes
Beneficiário:Edson José Comparetti
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Venenos de serpentes   Cristalografia de proteínas   Fosfolipases A2

Resumo

O envenenamento ofídico é um problema de saúde pública em muitos países tropicais e subtropicais e foi recentemente incluído na lista das Doenças Tropicais Negligenciadas pela Organização Mundial da Saúde. Na América Latina, a grande maioria dos acidentes é causada por serpentes dos gêneros Bothrops e Crotalus. Um dos principais problemas associados ao envenenamento botrópico é o proeminente dano local causado pela picada destas serpentes, sendo que as fosfolipases A2 e as metaloproteases são os seus principais constituintes. Neste projeto, nós propomos que o aluno trabalhe com fosfolipases A2 (PLA2s) e fosfolipases A2 homólogas (Lys49-PLA2s) do veneno de uma serpente amazônica (Bothrops brazili) pouco estudada funcionalmente e estruturalmente, desde que a maioria dos estudos é feitos com serpentes originárias da mata atlântica ou cerrado. O estudo estrutural com proteínas deste veneno foi iniciado a cerca de dois anos em nosso laboratório e permitiu a cristalização de três PLA2s com atividade miotóxicas (duas Lys49-PLA2s e uma PLA2) com a publicação de uma artigo no periódico Acta Crustallogaphica no segundo semestre do ano passado no qual o aluno é coautor. No projeto que estamos submetendo à FAPESP estamos propondo o término do refinamento/modelagem e análise estrutural das duas Lys49-PLA2s (MT-II e BbTX-II) com posterior redação de artigo científico. O aluno deverá atuar também na otimização dos cristais, coleta de dados de difração de raios X, refinamento/modelagem e análise estrutural da PLA2 miotóxica e catalítica (BbTX-III). O aluno selecionado para desenvolver o projeto atua no Laboratório de Biologia Molecular Estrutura (LBME) desde o primeiro semestre do seu curso de graduação e já usufrui bolsa PIBIC-CNPq que encerrará em julho/2013, além disso, ele vem apresentando ótimo desempenho acadêmico no curso de Física Médica, sendo um dos melhores alunos de sua turma. O projeto permite uma inserção do aluno em todas as técnicas da cristalografia de proteínas (cristalização, elucidação, modelagem, refinamento, análise estrutural e redação de artigo científico) o que poderá qualificá-lo plenamente para atuar na área que é carente de mão de obra qualificada em termos nacionais.

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