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Clonagem, expressão e caracterização das L-asparaginases de Saccharomyces cerevisiae e comparação com as L-asparaginases bacterianas usadas no tratamento de Leucemias.

Processo: 13/08139-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2013
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Gisele Monteiro
Beneficiário:Mariana Silva Moreira Leite
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/01303-1 - Caracterização de ORFs de função desconhecida envolvidas na resposta antioxidante em Saccharomyces cerevisiae, AP.JP
Assunto(s):Asparaginase   Leveduras   Antineoplásicos   Leucemia

Resumo

A L-Asparaginase (ASPase) foi descoberta em meados dos anos 1960 e é utilizada até os dias de hoje como um dos principais biofármacos no tratamento de leucemias. É uma enzima capaz de catalisar a clivagem do aminoácido asparagina (Asn) produzindo ácido aspártico e amônia. Isso impede a captação extracelular de Asn pelas células neoplásicas, causando diminuição da produção proteínas e consequentemente de DNA, RNA, alterando o ciclo celular e induzindo a apoptose. As células leucêmicas, ao contrário das células normais, possuem pouca ou nenhuma presença de asparagina sintetase, tornando-as completamente dependente do consumo extracelular desse aminoácido. As ASPases comercialmente disponíveis são de origem bacteriana e são indutoras de remissão da leucemia linfoblástica aguda em crianças (do inglês acute lymphoblastic leukemia -ALL) e outras. A maior dificuldade atualmente é reação alérgica e indução de resposta imune causada pela administração de uma proteína bacteriana em humanos. Além disso, e talvez mais importante, a despeito de sua importância no tratamento de leucemia infanto-juvenil, a empresa no exterior fornecedora do medicamento para o Brasil, descontinuou a produção de ASPase. As ASPases obtidas da levedura de S. cerevisiae, produzida pelos genes ASP1 e ASP3, são ainda pouco estudadas e poderiam ser mais uma opção para a terapia antineoplásica. O estudo em questão procura produzir em grande quantidade as ASPases de S. cerevisiae e caracterizar sua cinética enzimática em comparação com as isoformas bacterianas para avaliar se sua utilização é possível para o tratamento de ALL.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
RODRIGUES, MARIANE A. D.; PIMENTA, MARCELA V.; COSTA, IRIS M.; ZENATTI, PRISCILA P.; MIGITA, NATACHA A.; YUNES, JOSE A.; RANGEL-YAGUI, CARLOTA O.; DE SA, MATHEUS M.; PESSOA, ADALBERTO; COSTA-SILVA, TALES A.; TOYAMA, MARCOS H.; BREYER, CARLOS A.; DE OLIVEIRA, MARCOS A.; SANTIAGO, VERONICA F.; PALMISANO, GIUSEPPE; BARBOSA, CHRISTIANO M. V.; HEBEDA, CRISTINA B.; FARSKY, SANDRA H. P.; MONTEIRO, GISELE. Influence of lysosomal protease sensitivity in the immunogenicity of the antitumor biopharmaceutical asparaginase. Biochemical Pharmacology, v. 182, DEC 2020. Citações Web of Science: 0.

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