Busca avançada
Ano de início
Entree

Avaliação dos efeitos do treinamento físico resistido e do aeróbio sobre a cardiomiopatia diabética: participação das vias de sinalização do metabolismo energético e do sistema renina angiotensina

Processo: 13/20034-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2014
Vigência (Término): 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Tatiana de Sousa da Cunha Uchiyama
Beneficiário:Ralmony de Alcantara Santos
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Metabolismo energético   Diabetes mellitus   Cardiomiopatias

Resumo

O diabetes melito (DM) é uma doença crônico-degenerativa caracterizada pela utilização inadequada da glicose pelos tecidos e hiperglicemia, que pode levar uma série de doenças cardiovasculares (DCV), dentre elas: a hipertensão arterial e a doença coronariana. Além destas, portadores de DM podem desenvolver a cardiomiopatia diabética (CMPD) independentemente da dessas complicações. A CMPD acarreta alterações funcionais e estruturais no miocárdio podendo levar ao desenvolvimento, de forma irreversível, da hipertrofia ventricular esquerda (HVE) patológica e disfunção sistólica. Além do aumento dos cardiomiócitos, a HVE patológica também é caracterizada pela reprogramação de genes como Akt total e fosforilada, GSK3², MAPK p38 que atuam em conjunto, modulam a contração cardíaca. O DM também pode atuar sobre o sistema renina angiotensina (SRA) estimulando a síntese de angiotensina II que também tem papel importante no estímulo da HVE patológica. Além dessas alterações, a CMPD também é caracterizada por inibir o receptor ativado por proliferadores de peroxissomo-alfa (PPAR±), que reduz a metabolização dos ácidos graxos, resultando em acúmulo dos mesmos no tecido cardíaco. Apesar das consequências cardiovasculares decorrentes do DM, bem como do próprio desenvolvimento CMPD sejam preocupantes, estas podem ser significativamente minimizadas por medidas terapêuticas adequadas. Sabe-se que o exercício, juntamente com a dieta e o tratamento farmacológico, tem sido considerado como uma das três principais abordagens no tratamento do DM em razão dos efeitos benéficos sobre a DCV, controle metabólico e prevenção das complicações crônicas desta doença. Desse modo, o treinamento físico aeróbio (TFA) melhora o controle glicêmico, aumenta a sensibilidade à insulina e reduz os fatores de risco cardiovasculares. Contudo, até o presente, pouco se sabe o efeito do treinamento físico resistido (TFR) sobre as vias de sinalização do metabolismo lipídico e dos peptídeos, enzimas e receptores do SRA no desenvolvimento da CMPD. Desta forma, o objetivo do estudo é avaliar a influência de ambas modalidades de treinamento de sobre o desenvolvimento da CMPD, avaliando a participação das vias de sinalização relacionadas ao metabolismo energético e modulação do SRA. Com isto, espera-se contribuir para o entendimento dos mecanismos fisiopatológicos relacionados ao desenvolvimento desta complicação, comparando o efeito de diferentes tipos de exercício sobre este processo. (AU)