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Caracterização e avaliação do papel na virulência da adesina CSP de Paracoccidioides spp

Processo: 14/20229-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2014
Vigência (Término): 31 de outubro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Maria José Soares Mendes Giannini
Beneficiário:Daniella Sayuri Yamazaki
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Virulência   Adesinas

Resumo

O gênero Paracoccidioides consiste de fungos dimórficos, agentes etiológicos da paracoccidioidomicose (PCM). Os fungos deste gênero têm algumas características que permitem o seu crescimento em condições adversas, que podem contribuir para o desenvolvimento da doença, e têm mecanismos que lhes permitem aderir e invadir os tecidos do hospedeiro. A adesão ocorre por meio de uma classe específica de proteínas presentes na parede celular, chamadas adesinas, e são capazes de mediar interações do fungo com os tecidos do hospedeiro durante a infecção. Recentemente nosso grupo realizou a clonagem e expressão heteróloga da molécula CSP de P. lutzii que mostra estar envolvida na virulência dos fungos deste gênero, sendo que a proteína recombinante foi capaz de inibir em torno de 15% a adesão de P. lutzii à pneumócitos A549 e, além disso, o tratamento dos diferentes componentes da matriz extracelular com a proteína CSP levou a significante inibição da adesão de P. lutzii frente aos componentes da matriz extracelular: laminina, fibronectina, colágeno tipo I e IV. Já que existem poucas adesinas descritas para P. lutzii, o estudo da CSP aumenta nosso conhecimento sobre o arsenal molecular utilizado por esta espécie durante sua interação com o hospedeiro. Assim, o objetivo deste trabalho é investigar o papel desta proteína na interação fungo-hospedeiro e para tanto será produzido anticorpo específico e avaliada a influência em Paracoccidioides spp desta proteína no processo adesivo, estudando alterações no citoesqueleto celular causado pelo tratamento com a proteína recombinante CSp, e também por meio de métodos microscópicos a sua localização intracelular, bem como avaliar a influência da proteína CSp na virulência de Paracoccidioides spp. in vivo utilizando Galleria mellonella como modelo.