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Influência das quinases rock sobre a proliferação e capacidade migratória de meduloblastomas com ativação da via SHH

Processo: 14/19790-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2015
Vigência (Término): 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:María Sol Brassesco Annichini
Beneficiário:Rodrigo Guedes Hakime
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Meduloblastoma   Tratamento   Oncologia pediátrica

Resumo

O meduloblastoma (MB) é a forma mais comum de tumor pediátrico do sistema nervoso central. É um tumor neuroepitelial embrionário decorrente do cerebelo e ocorre em 20% das crianças diagnosticadas com tumor maligno no SNC. Os prognósticos clínicos seguem três critérios: a idade do paciente, a extensão da ressecção cirúrgica, e a disseminação da doença. O tratamento do meduloblastoma consiste na máxima ressecção cirúrgica seguida de radioterapia e quimioterapia adjuvantes. Atualmente existem quatro variantes moleculares distintas de meduloblastoma (Wnt, Shh, Grupo 3 e Grupo 4), com diferentes perfis genéticos, demográficos e prognósticos. Cada subgrupo variante apresenta desregulações de proteínas em vias de sinalização responsáveis pelo desenvolvimento embrionário do cerebelo, como a do Shh, que controla a proliferação celular. Essas desregulações resultam no surgimento do tumor e, portanto, seu estudo é indispensável na elaboração de novos regimes de tratamento e inibidores químicos. Um dos alvos terapêuticos visados na produção de novas drogas é a ROCK, uma quinase efetora das GTPases RhoA, responsável pelo controle da migração celular, cuja inibição vem sendo estudada como uma forma de minimizar os casos de metástases do meduloblastoma. Estudos recentes têm apresentado evidências de que a via RhoA/ROCK participa da via de sinalização por Shh. De fato, uma ligação entre as duas vias oferece uma nova visão de como o Shh pode efetuar suas múltiplas funções celulares. Esse estudo tem como objetivo estudar os níveis de expressão de ROCK1 e ROCK2 em amostras de pacientes acometidos com MB e verificar os efeitos da inibição dessas quinases na via de sinalização Shh, em linhagens de meduloblastoma com diferentes expressões de proteínas da via Shh. Serão realizados ensaios de proliferação, capacidade clonogênica, migração e apoptose após tratamento com um inibidor específico, além da avaliação da expressão de genes alvo da via Shh. Caso a hiperexpressão de ROCK1 seja confirmada nas amostras tumorais, mas não nas linhagens celulares, será realizada uma expressão induzida da quinase ROCK com vetor lentiviral para estudar a interação da mesma com membros da via de desenvolvimento de interesse.