| Processo: | 15/21563-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica |
| Pesquisador responsável: | Flavia Carla Meotti |
| Beneficiário: | Railmara Pereira da Silva |
| Instituição Sede: | Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 11/18106-4 - Oxidação do ácido úrico pela enzima mieloperoxidase em processos inflamatórios e as implicações sobre o sistema cardiovascular, AP.JP |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 18/25865-8 - Estudo da oxidação do ácido úrico e formação de adutos com a albumina plasmática em pacientes com fibrose cística ou sepse, BE.EP.DD |
| Assunto(s): | Ácido úrico Oxirredução Anti-infecciosos Imunidade inata Pseudomonas aeruginosa |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | ácido úrico | imunidade inata | modulação redox | Pseudomonas aeruginosa | Processos Redox |
Resumo O Ácido Úrico (AU) é o produto final do metabolismo das purinas em seres humanos e acumula no plasma na ordem de centena de micromolar. Devido a sua capacidade de doar elétrons, o ácido úrico é considerado o principal antioxidante neste ambiente. Apesar disso, o ácido úrico foi descrito por aumentar o dano causado pelo estresse oxidativo e inativar enzimas sensíveis à oxidação. A oxidação de um elétron do ácido úrico por peroxidases gera o radical livre de urato, o qual combina-se com o superóxido para formar o oxidante hidroperóxido de urato. Nosso grupo de pesquisa demonstrou a formação deste potente agente oxidante em condições que imitam o burst oxidativo inflamatório. Devido ao caráter eletrofílico do hidroperóxido de urato e dos demais intermediários oriundos de sua decomposição (hidroxiisourato), nossa hipótese foi que a oxidação do ácido úrico e a formação destes compostos poderia contribuir para a atividade microbicida de células da imunidade inata. Ao contrário do esperado, o efeito microbicida de neutrófilos e macrófagos sobre a Pseudomonas aeruginosa (PA) foi significativamente diminuído na presença de ácido úrico. Além disso, o ácido úrico diminuiu significativamente o nível da interleucina-1² (IL-1²) e fator de necrose tumoral -± (TNF-±). A partir destes dados, o objetivo geral deste projeto é entender os mecanismos pelos quais o ácido úrico causa disfunção na ação microbicida das células do sistema imune inato. Sabendo que o ácido úrico pode atuar como um anti ou pró-oxidante, será avaliado, inicialmente, o estado redox das células inflamatórias desafiadas com a PA na presença e ausência do ácido úrico. Os parâmetros utilizados serão a dosagem da glutationa reduzida (GSH) e glutationa dissulfeto (GSSG), bem como o monitoramento do metabolismo do ácido úrico através da detecção do hidropéroxido de urato e quantificação da alantoína (produto final da oxidação do ácido úrico). Posteriormente, serão monitoradas vias de sinalização inflamatória e apoptótica sensíveis à modulação redox. Dentre elas serão investigados a ativação do fator de transcrição Nrf2; a via de sinalização da ASK-1 (apoptosis signal-regulating kinase 1) e proteínas da cascata a jusante, as MAPKs (mitogen-activated protein kinases): JNK (c-Jun-NH2-terminal) e p38; e o fator de transcrição NF-ºB (factor nuclear kappa B). Nós acreditamos que a modulação destas vias, as quais são sensíveis às alterações redox na célula, sejam as responsáveis pela alteração da resposta microbicida das células imunes na presença do ácido úrico. (AU) | |
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