| Processo: | 16/08729-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2018 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Nicola Amanda Conran Zorzetto |
| Beneficiário: | Rafaela Mendonça Baggio |
| Instituição Sede: | Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOCENTRO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 14/00984-3 - Doenças dos glóbulos vermelhos: fisiopatologia e novas abordagens terapêuticas, AP.TEM |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 17/17878-0 - Ativação de caspases inflamatórias na anemia falciforme: papel dos leucócitos e do meio circulante, BE.EP.DD |
| Assunto(s): | Biologia celular Neutrófilos Monócitos Inflamassomos Anemia falciforme |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | alvos terapeuticos | anemia falciforme | DAMPs | Inflamação estéril | inflamassoma | Biologia Celular |
Resumo A hemoglobinopatia, Anemia Falciforme (AF), apresenta uma fisiopatologia complexa resultante de um estado inflamatório crônico fundamental para o início e propagação dos processos vaso-oclusivos associados à doença, bem como muitas das manifestações associadas à síndrome torácica aguda, hipertensão pulmonar, AVC e nefropatia. Acredita se que o estado inflamatório crônico da AF é resultado do processo hemolítico intravascular e de isquemia/reperfusão; por sua vez, o processo vaso-oclusivo é desencadeado pela adesão dos glóbulos vermelhos e leucócitos ao endotélio da microcirculação, formando uma barreira física para o sangue. A hidroxiuréia (HU) é a única droga aprovada, no momento, pelo FDA Americano para uso em adultos com AF; a droga modifica o processo da doença, melhorando parâmetros hematológicos e o tempo de hospitalização dos pacientes. Acreditamos que a formação de estruturas do inflamassoma nos leucócitos de indivíduos com AF possa contribuir de forma significativa para o seu estado inflamatório. O inflamassoma é um complexo proteico multimérico formado em células inflamatórias, sendo constituído por uma molécula sensora, NLRP3, uma proteína adaptadora para caspase-1, denominada ASC (Apoptosis associated speck like protein containing a CARD, proteína associada a apoptose) e a caspase-1. A formação do inflamassoma pode ser estimulada por uma série de moléculas liberadas durante um processo infeccioso ou durante danos teciduais/desequilíbrios metabólicos; estas moléculas são conhecidas como Padrões Moleculares Associados a Patógenos (PAMPs) e padrões moleculares associados a danos (DAMPs), respectivamente. Este projeto tem como objetivo confirmar a existência da formação de inflamassoma nos neutrófilos e monócitos de indivíduos com AF (sem e com tratamento de HU), bem como identificar os componentes deste complexo e os possíveis DAMPs que possam contribuir para a sua formação nesta doença. Para este fim, utilizaremos técnicas como ELISA, western blotting, citometria de fluxo, microscopia confocal e citometria de imagem (Amnis®, Millipore), a fim de identificar alvos terapêuticos e abordagens para limitar o estado inflamatório na AF. (AU) | |
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