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Luiz Gama e Leandro Gomes de Barros em perspectiva dialógica

Processo: 16/07235-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2016
Vigência (Término): 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Comparada
Pesquisador responsável:Francisco Claudio Alves Marques
Beneficiário:Gustavo Henrique Alves de Lima
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Literatura brasileira   Literatura de cordel   Dialogismo   Poesia satírica   Análise de conteúdo

Resumo

Nosso estudo visa demonstrar que, mesmo não tendo uma formação acadêmica, e escrevendo para um público situado a meio caminho entre o rural e o urbano, muitas vezes iletrado ou apenas alfabetizado, o poeta paraibano Leandro Gomes de Barros (1865-1918), antirrepublicano confesso, constrói parte de sua poesia satírica a partir da poesia satírica erudita, sobretudo da poesia de Luiz Gama (1830-1882), poeta baiano, negro, abolicionista e antimonarquista. Com base nos pressupostos teóricos de Paul Zumthor, em torno da revitalização e refuncionalização dos arquétipos literários, e das teorias da circularidade entre culturas, de Bakhtin, pretendemos demonstrar que, ao realizar uma releitura da sátira de Gama, com vistas a criticar a República e seus idealizadores, e traçar um perfil da real situação vivida pelos nordestinos à época, Leandro adapta e aproxima do leitor/ouvinte temas e soluções poéticas utilizadas por Gama para criticar a sociedade e o regime monárquico, imprimindo-lhes novos significados em um novo contexto social e político: o do Nordeste republicano.