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Decodificar a função de dois proteínas do Plasmodium com o domínio histone-fold

Processo: 16/22451-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2017
Vigência (Término): 30 de junho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Célia Regina da Silva Garcia
Beneficiário:Chiara Currà
Supervisor no Exterior: Inga Siden-Kiamos
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Foundation for Research and Technology-Hellas (FORTH), Grécia  
Vinculado à bolsa:16/03952-0 - Decodificar a função de dois proteínas do Plasmodium com o domínio histone-fold, BP.PD
Assunto(s):Malária   Plasmodium   Anopheles   Histonas

Resumo

O domínio histone-fold (HFD) é encontrado em histonas de eucariotos e Archaea, como também em uma família de proteínas envolvidas na regulação transcricional denominadas NF-Y. Estas proteínas são constituídas de 3 subunidades: NF-YA, NF-YB e NF-YC. As subunidades B e C contêm cada uma um domínio HFD, e juntas formam um dímero por meio da interação entre esses dois domínios. Como dímero elas se ligam a DNA de maneira não específica, enquanto a subunidade A se liga a DNA de maneira sequência-específica após interação com o dímero. Duas proteínas do parasita Plasmodium, ORP1 (Oocyst Rupture Protein 1), também anotada como NF-YB, e ORP2, contendo domínios similares a HFD de NF-YC não são bons candidatos a subunidades NFY. Isto porque: i) não há ortólogo de NF-YA em Plasmodium, o que descarta o papel de NF-YB/C como subunidade do complexo de transcrição do fator NF-Y; ii) ORPs são muito maiores que as subunidades NFY. Em um trabalho recente (Curra et al. Nat Comm 2016, accepted) nós mostramos que ORPs possuem funções divergentes em Plasmodium e que a dimerização dos domínios HFD é um passo fundamental para transmissão do parasita. Assim, parasitas mutantes em que ORP esta ausente são bloqueados no estágio oocisto, sendo que os esporozoítos são formados, mas o egresso dos oocistos é bloqueado. Adicionalmente, esporozoítos mutantes em que não há ORP não são capazes de infectar o hospedeiro vertebrado. Neste projeto BEPE nós continuaremos a colaboração com a Dra. Inga Siden-Kiamos da Grécia, tendo a oportunidade de infectar mosquitos Anopheles gambie com diferentes parasitas mutantes de P. berguei contendo deleção parcial das proteínas ORP e marcadas com GFP, como anteriormente mencionado em meu projeto FAPESP. Como objetivo pretendo mostrar o papel de ORP1-2 HFDs dimerization in vivo durante a ruptura do oocisto usando novos mutantes gerados no projeto FAPESP. Genética reversa e abordagens bioquímicas serão aplicadas e colaborações internacionais irão viabilizar este projeto. Nossos resultados irão contribuir para o desenvolvimento de estratégias visando o bloqueio da transmissão da malária. A descoberta que HFDs possuem funções além daquelas relacionadas com transcrição é um promissor, podendo ser aplicado no desenvolvimento de novas drogas/vacinas. A colaboração com o laboratório da Dra. Siden-Kiamos na Grécia já foi mencionada na minha proposta inicial FAPESP. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
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