| Processo: | 17/02557-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2021 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Antropologia |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Anna Catarina Morawska Vianna |
| Beneficiário: | Alessandra Regina dos Santos |
| Instituição Sede: | Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 19/16385-5 - Movimentos de Vida e Morte em torno das águas do rio Ribeira: corpos, terras, e lutas entre os quilombolas ribeirinhos do médio Vale do Ribeira-SP, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Quilombos Mapeamento geográfico Sociologia do conhecimento Análise socioambiental Antropologia política Rio Ribeira de Iguape |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antropologia | Etnomapeamento* | Movimento | Práticas de Conhecimento | quilombolas | Técnica | Antropologia Política |
Resumo Este projeto busca investigar o intercruzamento de distintas práticas de mapear e modos de produzir conhecimentos a partir de experiências de etnomapeamento produzidas entre populações autodenominadas quilombolas, situadas na Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape. Trata-se de uma reflexão em torno das técnicas e das práticas de mapeamento empregados na construção de um etnomapa a partir de uma análise que considera, de um lado, as narrativas sobre a paisagem e o ir e vir pelas trilhas dos antigos que conectam os habitantes do Vale do Ribeira entre si; de outro, as pautas socioambientais (como o etnodesenvolvimento) e o "caminhar- guiado" do técnico-perito que produz informações georreferenciadas que conectam o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA) e o Instituto Socioambiental (ISA), dentre outros atores cujas práticas de conhecimento participam da construção de etnomapeamentos na referida região. O foco dessa pesquisa se situa nos diversos procedimentos envolvidos na construção de um etnomapa: como as oficinas de mapeamento e registro das narrativas, as expedições ou caminhadas-guiadas e o uso de geotecnologias (SIG, GPS, ArcGIS). A partir dos materiais cartográficos elaborados - os etnomapas - as populações autodenominadas quilombolas tecem formas de um fazer político permeado por diversas pautas, como a luta pela terra e a garantia do território para que possam continuar movendo-se pelo mundo. Eis o que esta proposta pretende explorar: como os coletivos quilombolas envolvidos imprimem a razão presente em seu cotidiano nesses mapeamentos pautados pelas lógicas de representação e perspectivas socioambientais de organizações governamentais e não governamentais? (AU) | |
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