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Imunobiológicos para o diagnóstico laboratorial de ranavirose: clonagem e expressão do gene MCP de isolado brasileiro de Ranavirus e produção de anticorpos policlonais anti-proteína MCP recombinante

Processo: 17/01356-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2017
Vigência (Término): 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Ricardo Luiz Moro de Sousa
Beneficiário:Thaís Camilo Corrêa
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Assunto(s):Virologia veterinária   Iridoviridae

Resumo

O gênero Ranavirus é responsável por doenças agudas ou sistêmicas em peixes, anfíbios e répteis, incluindo espécies de interesse zootécnico, causando alta mortalidade e morbidade, e portanto geram grandes impactos ecológicos e econômicos em várias partes do mundo. O gene melhor estudado em Ranavirus é o que codifica a proteína principal do capsídeo (major capsid protein - MCP), uma proteína estrutural de 50 kDa com domínios altamente conservados que compreende 40-45% da estrutura proteica do vírus. O presente projeto de pesquisa têm por objetivos: produzir a proteína MCP recombinante (rMCP); produzir anticorpos policlonais anti-rMCP; e padronizar um teste de ELISA Indireto de Bloqueio (Indirect-Blocking ELISA, ELISA-IB) para detectar a presença de anticorpos anti-ranavírus em soros de peixes. Para tanto, será utilizado o isolado brasileiro de Ranavirus, Frog virus 3 (FV3-símile pertencente ao Laboratório de Higiene Zootécnica da FZEA/USP), para a clonagem e expressão do gene MCP em sistema de expressão procarioto (Escherichia coli), o soro policlonal será produzido a partir de animais de experimentação (coelhos), e o teste de ELISA-IB será padronizado conforme as recomendações da FAO/OIE. Diante da escassez de informações sobre a ocorrência de ranaviroses em peixes no Brasil, a importância da aquicultura para a produção zootécnica brasileira e possível impacto econômico provocado por doenças infecciosas do gênero Ranavirus, pretende-se como resultado deste projeto preencher uma lacuna essencial existente no país na área de monitoramento e epidemiologia de doenças virais de peixes, dada a falta de imunorreagentes necessários para a realização de testes laboratoriais específicos para variantes virais encontradas no Brasil. (AU)