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Transcriptoma, clonagem, expressão e avaliação das atividades biológicas das principais toxinas do veneno da centopeia Cryptops iheringi

Processo: 17/13812-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2017
Vigência (Término): 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Geraldo Santana Magalhães
Beneficiário:Lhiri Hanna Alves de Lucca Shimokawa Falcão
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Toxicologia   Transcriptoma   Clonagem animal   Artrópodes   Chilopoda   Venenos

Resumo

As centopeias da classe Chilopoda, também conhecida como lacraias são um grupo de artrópodes venenosos vastamente distribuídos pelo mundo. Por serem animais bem adaptados a áreas urbanas eles frequentemente provocam acidentes em humanos, apesar da pouca relevância médica o envenenamento por lacraias pode causar uma serie de sintomas desagradáveis como dor ardente, parestesia, edema e necrose superficial no local da picada, podendo, em casos raros, evoluir para um quadro grave. Um estudo clínico com pacientes atendidos no Hospital Vital Brazil do Instituto Butantan, mostrou que a maioria dos acidentes com lacraias foram causados pelos gêneros Cryptops e Otostigmus representando cerca de 90% dos casos. Os sintomas induzidos pelo envenenamento com lacraias mostraram que seu veneno compreende um conjunto natural de proteínas, peptídeos e enzimas com uma rica diversidade de atividades biológicas. Neste sentido, têm sido relatados na literatura que o veneno das lacraias contém vários compostos bioativos, alguns dos quais com potencial interesse terapêutico, no entanto, apesar da importância farmacológica significante, muito pouco se sabe sobre os componentes ativos dos venenos destes animais. Portanto, o veneno de lacraias pode ser uma excelente fonte de toxinas ainda desconhecidas e com potencial biotecnológico inexplorado. Considerando que o gênero Cryptops é um dos mais associados a acidentes em humanos e que até o presente momento não há na literatura nenhum estudo sobre as toxinas de seu veneno, neste projeto pretendemos realizar uma análise transcriptômica da glândula de veneno da Cryptops iheringi de forma a obter um perfil das toxinas desta espécie. Os genes de toxinas mais abundantes e interessantes do ponto de vista biotecnológico serão expressos em bactérias e suas atividades biológicas serão avaliadas. (AU)