| Processo: | 18/06833-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Educação Física |
| Pesquisador responsável: | Leandro Pereira de Moura |
| Beneficiário: | Thaís Dantis Pereira de Campos |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 15/07199-2 - Papel da clusterina/ApoJ na sinalização da insulina em resposta ao exercício físico em roedores e em humanos, AP.JP |
| Assunto(s): | Biologia molecular Obesidade Exercício físico Acuidade visual Clusterina Inflamação |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | acuidade visual | Clusterina | exercício físico | Inflamação | obesidade | Biologia Molecular do Exercício Físico |
Resumo A obesidade é uma doença multifatorial, crônica e não transmissível, definida pelo acúmulo de tecido adiposo que comumente está associado a inflamação sistêmica. Este quadro está atrelado a prejuízos à saúde e vem aumentando sua incidência em âmbito mundial. Esta desordem, tem sido correlacionada como responsável pelo surgimento de diversas doenças oculares e consequentemente aos danos na acuidade visual. Mais especificamente, o risco cardiometabólico, devido a progressão do perfil pró-inflamatório, demonstra estar associado às disfunções da glândula lacrimal, implicando no desenvolvimento e agravamento da Cerato-Conjuntivite Sicca ou popularmente conhecida como doença do olho seco. Em casos mais graves e extremos, a condição de obesidade e inflamação podem desencadear a perda total da visão. Neste cenário, além de suas inúmeras funções metabólicas, a clusterina tem sido descrita como protetora da superfície ocular por um mecanismo de vedação, que auxilia na sobrevivência celular. Por outro lado, é sabido que o exercício físico pode atuar como uma importante ferramenta não farmacológica no combate a inflamação e obesidade. Entretanto, ainda nenhum estudo investigou se a prática regular de exercícios físicos e diferentes protocolos podem modular a composição da lágrima e a via de sinalização da clusterina na retina e então poder promover uma melhora na acuidade visual. Assim sendo, o presente estudo terá como objetivo elucidar o papel de diferentes protocolos crônicos de exercícios físicos (aeróbio, força e combinado) nos níveis de clusterina e de proteínas pró e anti-inflamatórias na lágrima e avaliar o metabolismo da clusterina e perfil inflamatório na retina de camundongos obesos. Como resultados preliminares, através de bioinformática, observamos que há genes de clusterina e de seu receptor LRP1/2 na retina de camundongos. Adiante, com o projeto já em andamento, observamos que camundongos obesos e resistentes à insulina apresentam aumento na expressão gênica de TNF-± e IL-1² e também elevação dos níveis dessas moléculas pró-inflamatórias na retina. Ademais, foi possível observar que estes animais apresentaram redução dos níveis de clusterina também na retina. Após a conclusão desse estudo, espera-se descobrir se o exercício físico é capaz de promover alterações no sistema ocular e se sim, desvendar se através do metabolismo da clusterina, esta prática consegue melhorar a acuidade visual. (AU) | |
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