| Processo: | 18/07931-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2019 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | André Rodrigues |
| Beneficiário: | Quimi Vidaurre Montoya |
| Supervisor: | Nicole Marie Gerardo |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Emory University, Estados Unidos |
| Vinculado à bolsa: | 16/04955-3 - Filogenia, sistemática e diversificação de fungos do gênero Escovopsis associados às formigas Attini, BP.DR |
| Assunto(s): | Micologia Fungos Escovopsis Formigas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | evolution | Fungi | Multiparasitism | symbiosis | taxonomy | Tree of life | Micologia |
Resumo Interações simbióticas desempenham um papel importante na evolução da vida, além de permitirem a estruturação de sistemas complexos na natureza. Um exemplo é a associação das formigas atíneas com múltiplos micro-organismos. Esses insetos coletam vários substratos vegetais para alimentar um fungo, o qual é a fonte de alimento para a colônia. Entretanto, fungos do gênero Escovopsis afetam esse mutualismo, levando as colônias à morte. Esses fungos são os únicos parasitas conhecidos que exploram a associação formiga-fungo mutualista. A diversidade e a relação evolutiva entre as linhagens de Escovopsis foram pouco exploradas. O projeto FAPESP # 2016/04955-3, em andamento, permitiu vislumbrar a diversidade filogenética de Escovopsis a partir de amostras coletadas no Brasil. Nossos resultados inéditos sugerem que Escovopsis compreende vários gêneros de fungos. Tal observação abre a possibilidade de que o fungo mutualista foi alvo de uma relação de multiparasitismo durante a evolução. Para avaliar esta ideia, o presente projeto pretende inferir a história evolutiva do parasitismo no sistema das formigas atíneas e construir uma árvore filogenética abrangente de Escovopsis, em relação aos novos gêneros de fungos. Para tal análise, amostras de outros habitats dos Neotrópicos são necessárias para ter uma visão ampla da filogenia desses fungos. Nesse contexto, é fundamental a visita no grupo de pesquisa da Dra. Nicole M. Gerardo (do Departamento de Biologia, Emory University, EUA) visto que o laboratório possui: (i) uma coleção de linhagens de Escovopsis de vários países da América Central e do Sul, (ii) larga experiência em análises para avaliar o tempo de divergência dos novos gêneros, e (iii) uma vasta bagagem em ecologia de doenças que afetam sistemas fungos-insetos, bem como associações parasita-hospedeiro. Os resultados desse trabalho ampliarão o conhecimento sobre a origem do parasitismo nas colônias das formigas atíneas e esclarecerão como essas relações influenciaram a história desses insetos. | |
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