| Processo: | 17/12689-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2019 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | André Rodrigues |
| Beneficiário: | André Rodrigues |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Rio Claro |
| Pesquisadores associados: | Mauricio Bacci Junior ; Priscila Cintra Socolowski |
| Auxílio(s) vinculado(s): | 18/50019-3 - Parasites in ant gardens: exploring host parasite interactions in fungus farming ants, AP.R SPRINT |
| Assunto(s): | Micologia Fungos Escovopsis Interações hospedeiro-parasita Antibiose Formigas Microscopia confocal |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antagonismo | Formigas cultivadoras de fungos | Interação | microscopia confocal | Micologia |
Resumo
As formigas da tribo Attini (i.e. atíneas) mantêm uma simbiose com fungos que cultivam como alimento. Fungos do gênero Escovopsis são considerados parasitas do parceiro fúngico desses insetos, caracterizando uma associação tripartida (formiga, fungo mutualista e o parasita). Trabalhos realizados pelo nosso grupo de pesquisa (Projetos FAPESP 2014/24298-1 e JP 2011/16765-0) permitiram reunir uma coleção de Escovopsis e fungos mutualistas provenientes de várias espécies de formigas atíneas, de diferentes biomas do país. Nossos estudos demonstraram uma elevada diversificação de linhagens de Escovopsis durante a evolução, sendo que linhagens semelhantes podem ser encontradas em diferentes espécies de formigas. Se essas linhagens realmente são capazes de infectar fungos mutualistas diferentes, é um assunto que permanece elusivo. Na tentativa de compreender a especificidade do parasita com seus hospedeiros, o presente projeto pretende responder: (i) em atíneas derivadas: Escovopsis encontrados em jardins de formigas cortadeiras de folhas podem infectar e causar danos em fungos cultivados por formigas não-cortadeiras de folhas? (ii) em atíneas basais: E. trichodermoides pode ser considerado um parasita generalista? (iii) Quais são os mecanismos que Escovopsis utiliza para causar danos a seu hospedeiro? e (iv) Escovopsis é capaz de nutrir-se dos conteúdos celulares do fungo hospedeiro durante o parasitismo? Para responder às duas primeiras perguntas serão realizados ensaios in vitro nos quais serão apresentados diferentes fungos mutualistas para avaliar a especificidade de Escovopsis. Além disso, serão empregados ensaios de co-cultivo para determinar o nível de dano que o parasita ocasiona nos diferentes hospedeiros. Para responder a terceira pergunta, pretende-se avaliar a interação Escovopsis-fungo mutualista com microscopia confocal de varredura a laser para determinar se existem estruturas de penetração do parasita durante o contato com o seu hospedeiro. Para responder a última pergunta, pretende-se enriquecer o fungo mutualista com o isótopo estável N15, de modo a rastrear o caminho desse até o fungo parasita, confirmando o parasitismo de Escovopsis (i.e. absorção dos conteúdos celulares do hospedeiro). Conjuntamente, tanto o estudo sobre a especificidade, quanto sobre os mecanismos do parasitismo são aspectos chaves para entender a biologia de Escovopsis e abrir portas para o emprego deste como agente de controle biológico das atíneas cortadeiras de folhas (saúvas). (AU)
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