| Processo: | 14/24298-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2017 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | André Rodrigues |
| Beneficiário: | André Rodrigues |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Rio Claro |
| Pesquisadores associados: | Christian Rabeling ; Fernando Carlos Pagnocca ; Heraldo Luis de Vasconcelos ; Mauricio Bacci Junior |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 16/12153-4 - Preservação e organização do acervo de fungos Escovopsis sp. mantido na CRM-UNESP, BP.TT |
| Assunto(s): | Micologia Parasitismo Escovopsis Simbiose Formigas Attini Evolução morfológica Marcador molecular Filogenia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Escovopsis | Evolução morfológica | Formigas cultivadoras de fungos | Simbiose | Taxonomia | Micologia |
Resumo
As formigas da tribo Attini mantêm um mutualismo com fungos utilizados como alimento. O parceiro fúngico desses insetos é alvo de um parasita especializado, conhecido como Escovopsis. Trabalhos prévios realizados pelo nosso grupo de pesquisa (Projetos JP-FAPESP n. 2011/16765-0 e 2013/25748-8) demonstraram a elevada diversidade de linhagens do parasita que infectam jardins de formigas-cortadeiras, bem como o elevado grau de compartilhamento desses parasitas entre formigas-cortadeiras e outras atíneas. Adicionalmente, observamos características morfológicas marcantes (presença de uma vesícula nas estruturas de reprodução) que diferenciam as linhagens de Escovopsis de atíneas derivadas, das demais linhagens que infectam jardins de atíneas basais. Na presente proposta, pretendemos estudar Escovopsis que infectam os jardins de fungo de Apterostigma. Os parasitas que infectam os jardins dessas formigas são especialmente interessantes, pois formam um grupo de transição entre os Escovopsis que infectam jardins de atíneas derivadas e basais. Considerando este cenário de transição evolutiva, pretendemos responder às seguintes perguntas: (i) linhagens de Escovopsis que infectam jardins de formigas atíneas derivadas, também infectam jardins de Apterostigma? E: (ii) os marcadores morfológicos de Escovopsis que infectam jardins de formigas atíneas derivadas também estão presentes nos Escovopsis que infectam jardins de Apterostigma? Para responder a essas questões pretendemos amostrar os parasitas que infectam os jardins dessas formigas e analisar as características morfológicas (presença ou ausência de vesículas), bem como sequenciar os marcadores moleculares (ITS, LSU e tef1), para elaborar uma filogenia multilocus do parasita. Os resultados da presente proposta permitirão entender a dinâmica e compartilhamento do parasita entre atíneas filogeneticamente não relacionadas (atíneas derivadas e basais). Além disso, avaliando a morfologia desses fungos será possível verificar se a vesícula é uma adaptação morfológica exclusiva de Escovopsis que infectam jardins das formigas atíneas derivadas. Tal adaptação pode estar relacionada ao tipo de fungicultura praticado por essas atíneas, incluindo as formigas-cortadeiras, consideradas pragas agrícolas em nosso país. Compreender a natureza dessa adaptação poderá elucidar os mecanismos de parasitismo de Escovopsis. (AU)
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