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Terapia vocal baseada em exercícios de trato vocal semiocluído em indivíduos disfônicos e com queixas vocais

Processo: 18/02296-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Kelly Cristina Alves Silverio
Beneficiário:Angélica Emygdio da Silva Antonetti
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Disfonia   Voz

Resumo

Introdução: O objetivo da terapia fonoaudiológica é melhorar a qualidade vocal, por meio de orientações e exercícios que terão ação sobre a musculatura intrínseca da laringe proporcionando equilíbrio das forças mioelásticas e aerodinâmicas. Sabe-se que a terapia vocal pode ser dividida em direta e indireta, a segunda composta por orientações a respeito de higiene vocal e mecanismos fisiológicos da produção da voz, a fim de conscientizar orientar o indivíduo a respeito de hábitos e atitudes não saudáveis para a voz, para que dessa forma haja a modificação dos mesmos e um aprimoramento da voz. Em relação a abordagem direta tem-se os exercícios de função vocal (EFV), um grupo de exercícios que visam a melhora dos três subsistemas para a produção da voz: respiração, ressonância e fonação. Por outro lado, ainda em relação a terapia direta, tem-se um grupo de exercícios conhecidos por exercícios de trato vocal semiocluído (ETVSO), os quais em algum ponto do trato vocal, há a semioclusão, que possibilita a melhor interação entre fonte e filtro por meio da ressonância retroflexa. Após vários estudos comprovarem a eficácia dos ETVSO, estudos que abordem um protocolo com apenas esses exercícios são praticamente nulos. Portanto, acredita-se que uma proposta dessa maneira poderá contribuir para a prática clínica. Proposição: Verificar o efeito do tratamento com o Protocolo de ETVSO, na qualidade vocal e autopercepção de indivíduos disfônicos em comparação com os EFV e Terapia Indireta. Desenho do estudo: Estudo clínico randomizado e cego. Metodologia: Inicialmente participarão do estudo 30 sujeitos com idades variando entre 18 e 50 anos, com queixas vocais e disfonia funcional, divididos igualmente em três grupos, grupo experimental (GE), grupo de exercícios de função vocal (GEFV) e grupo de terapia indireta (GTI). Após assinarem o termo de consentimento livre e esclarecido, os voluntários passarão por três avaliações que ocorrerão nos seguintes momentos: antes das sessões terapêuticas, imediatamente após o termino das sessões e um mês após o término. Serão avaliados os sintomas vocais e laríngeos, qualidade de ressonância, fadiga vocal, impacto da disfonia na vida do sujeito e gravação das vozes para posterior análise perceptivoauditiva e acústica da voz. Para os três grupos, o protocolo de terapia será composto por oito sessões, ocorrendo duas vezes na semana com duração de 35 minutos. (AU)