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Formulação de vacina pulmonar nanoparticulada baseada em lipossomos contendo antígenos protéicos de Streptococcus pneumoniae

Processo: 17/26090-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Eliane Namie Miyaji
Beneficiário:Tasson da Costa Rodrigues
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/10497-6 - Produção e caracterização de nanopartículas lipossômicas contendo antígenos proteicos de pneumococo para imunização pulmonar contra Pneumonia Pneumocócica, BE.EP.DR
Assunto(s):Desenvolvimento de vacinas   Imunização   Pneumonia pneumocócica   Lipossomos   Streptococcus pneumoniae   Modelos animais

Resumo

Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo, é um constituinte da microbiota humana, mas em alguns casos pode causar doenças como Sinusite, Otite Média, Pneumonia, Sepse e Meningite. Uma das principais formas de conter as infecções pneumocócicas é a utilização de vacinas. A primeira geração de vacinas pneumocócicas é composta de polissacarídeos capsulares (PS) livres, porém a proteção é temporária. A segunda geração de vacinas é composta de PS conjugados a proteínas carregadoras (PCVs), aumentando a efetividade da vacina. Após a introdução destas vacinas, foi observada uma redução nos casos de Doença Pneumocócica Invasiva (IPD), com proteção também em indivíduos não imunizados por efeito rebanho. Por outro lado, foi observado um aumento de casos de IPD ocasionados por sorotipos não incluídos nas PCVs. Além disso, a eficácia das PCVs é bem mais baixa contra doenças não-invasivas, incluindo Pneumonia sem Bacteremia. Uma nova geração de vacinas que não sejam sorotipo-específicas poderia aumentar a proteção contra infecções causadas por pneumococo. "Pneumococcal surface protein A" (PspA) é um antígeno com grande potencial para uso em vacinas, já que a imunização parenteral com PspA tem capacidade de induzir proteção em diferentes modelos de desafio em camundongos. Propomos agora testar este antígeno para imunização pulmonar como forma de induzir proteção contra Pneumonia Pneumocócica. A administração pulmonar é bastante promissora, já que os pulmões têm uma vasta vascularização e uma grande população de células apresentadoras de antígeno (APCs), o que facilitaria a imunização por esta via. PspA apresenta diversidade e é classificada em família 1 (clados 1 e 2), família 2 (clados 3, 4 e 5) e família 3 (clado 6). Como a grande maioria dos isolados expressa PspA de famílias 1 e 2, uma vacina com vasta cobertura deverá incluir proteína destas duas famílias. De fato, nosso grupo testou uma formulação contendo partículas poliméricas adsorvidas com PspA de clado 4 (PspA4Pro) em camundongos e a proteção observada restringiu-se à mesma família. Nosso objetivo agora é produzir e purificar PspA de clado 1 (PspA1) e PspA4Pro para inclusão em lipossomos nanoparticulados (LNP), formulados em carregadores micrométricos nanopartículados (LNP/NCMP PspA1+PspA4Pro) para avaliação da imunogenicidade e eficácia in vivo, utilizando um modelo murino de imunização pulmonar. A indução de resposta imune será avaliada através da dosagem de anticorpos no soro e no lavado brocoalveolar (BALF), análise da presença de citocinas no BALF, além da avaliação da indução de células T CD4+ residentes de memória nos pulmões. A produção de citocinas por células do baço de animais imunizados e estimulados in vitro com o antígeno PspA também será avaliada. A eficácia da imunização na proteção contra pneumonia será avaliada através de modelo de desafio intranasal utilizando 3 linhagens diferentes de pneumococo e determinação da carga bacteriana entre 12 e 24 horas após o desafio, além da avaliação do perfil de citocinas liberadas e células infiltradas após o desafio. (AU)