| Processo: | 19/06190-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2022 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Maria Leonor Sarno de Oliveira |
| Beneficiário: | Maria Leonor Sarno de Oliveira |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Vacinas Infecções bacterianas Streptococcus pneumoniae |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Streptococcus pneumoniae | Vacinas | Infecções bacterianas |
Resumo
Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é responsável por doenças que causam a morte de cerca de 400.000 crianças menores de 5 anos, a cada ano, no mundo todo. Comumente, a bactéria coloniza o trato respiratório superior de indivíduos saudáveis, estabelecendo uma relação comensal com o hospedeiro. A transmissão entre indivíduos ocorre a partir deste sítio. Ocasionalmente, o pneumococo pode invadir sítios normalmente estéreis causando doenças como pneumonia, septicemia, meningite, otite média e sinusite. Os principais grupos de risco são crianças menores de 1 ano e idosos. Dados da literatura e do nosso grupo sugerem que a inflamação tecidual pode ter um papel importante na progressão da infecção por pneumococo. Enquanto uma resposta inflamatória controlada parece ser definitiva para o controle da bactéria, a inflamação exacerbada ou persistente parece, muitas vezes, contribuir para o agravamento. Em um estudo recente, nosso grupo avaliou os efeitos da resposta inflamatória aguda na infecção respiratória por pneumococo em camundongos das linhagens AIRmax e AIRmin, selecionados geneticamente para resposta inflamatória aguda exacerbada e baixa, respectivamente. Os resultados mostraram que os camundongos AIRmin, são altamente suscetíveis à infecção por pneumococo e apresentaram uma resposta inflamatória contínua, sem controle da carga bacteriana e da inflamação. Por outro lado, os camundongos AIRmax, que foram mais resistentes à infecção por pneumococo apresentaram uma resposta inflamatória alta, porém rapidamente controlada, resultando em redução significativa das bactérias no trato respiratório. As principais diferenças observadas na resposta imune inata contra o pneumococo foram a ausência de secreção da quimiocina CXCL5 e de metaloproteinases de matriz e baixo influxo de neutrófilos no trato respiratório inferior dos camundongos AIRmin. Alterações na resposta imune inata podem afetar a resposta imune adaptativa. O presente projeto propõe o estudo da resposta imune adaptativa, induzida por vacinas baseadas em polissacarídeos (disponíveis comercialmente) e vacinas proteicas (formulações experimentais estudadas em nosso laboratório) nos camundongos AIRmax e AIRmin. Além disso, propomos a avaliação da capacidade protetora destas formulações vacinais nos camundongos AIRmin, que se mostraram altamente suscetíveis ao pneumococo. Os dados gerados neste projeto podem auxiliar na determinação de estratégias mais eficazes para a prevenção de doenças pneumocócicas em grupos de risco. (AU)
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