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Avaliação da infiltração de macrófagos, do sinal inflamatório e atrofia em músculo esquelético de ratos com lesão periapical

Processo: 18/17795-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Endodontia
Pesquisador responsável:Doris Hissako Sumida
Beneficiário:Andressa Caroline Hernandes Magalhães
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/24829-2 - Avaliação da infiltração de macrófagos, do sinal inflamatório e atrofia em músculo esquelético de ratos com lesão periapical, AP.R
Assunto(s):Endocrinologia   Inflamação   Lesões periapicais   Músculo esquelético   Atrofia muscular   Macrófagos   Resistência à insulina   Modelos animais

Resumo

Atualmente, há certo consenso dentro da área odontológica relacionado ao fato de que inflamações crônicas nos dentes, podem eventualmente ocasionar desordens sistêmicas. A lesão periapical (LP) é caracterizada como uma inflamação oral e está associada ao aumento da quantidade de citocinas pró-inflamatórias, tais como, IL-6 e TNF-alfa, que possivelmente induzem resistência insulínica. A resistência à insulina pode ser definida como o estado no qual existe uma menor captação tecidual de glicose em resposta ao estimulo insulínico, no entanto, os mecanismos que causam resistência à insulina não são totalmente compreendidos. Estudos anteriores do nosso laboratório observaram que a LP promove aumento dos níveis plasmáticos de TNF-alfa, prejuízos na transdução do sinal insulínico e redução do conteúdo de GLUT4 na membrana plasmática em tecido muscular esquelético, indicando uma relação entre LP e resistência à insulina. Tais achados evidenciam a necessidade de realizar mais estudos para verificar os mecanismos envolvidos nesta resistência hormonal. Neste sentido, evidências atuais indicam que macrófagos infiltrados nos tecidos podem contribuir para o desenvolvimento de resistência à insulina. Esta condição está relacionada à ativação do receptor "toll-like receptor 4" (TLR4) que é altamente expresso por macrófagos. Convém salientar, que a ativação do TLR4 em macrófagos dispara sinais pró-inflamatórios que estão intimamente relacionados com a inibição do sinal insulínico. Ademais, sabe-se que algumas condições que apresentam componente inflamatório elevado como por exemplo insuficiência cardíaca e sepse estão relacionados a alterações morfológicas do tecido muscular. Diante disto também é importante averiguar se o estado inflamatório presente na LP pode promover alterações neste tecido. Portanto, no intuito de verificar se ocorre alterações na infiltração de macrófagos no tecido muscular e no sinal inflamatório em ratos com LP, o presente estudo, tem como objetivos: 1) quantificar a presença de macrófagos infiltrados por meio da detecção da proteína F4/80 em GM; 2) analisar a área de secção transversa das fibras musculares; 3) averiguar a expressão gênica e o conteúdo total das proteínas inflamatórias (JNK, IKKalfa/beta e TNF-alfa) e do TLR4 em GM; 4) verificar o grau de fosforilação de JNK e IKKalfa/beta; 5) analisar as concentrações plasmáticas de LPS, HSP70, INFgama, IL-4, TGF-beta; 6) quantificar a expressão de fatores de transcrição envolvidos com a diferenciação de linfócitos em tecido esplênico (T-bet, GATA-3 e FOXP3); 7) quantificar a expressão gênica de proteínas relacionadas a atrofia muscular (Murf1 e atrogin-1). Para tanto, serão utilizados 45 ratos Wistar (2 meses de idade) distribuídos em três grupos: a) ratos do grupo controle, sem a LP; b) ratos com LP induzida em primeiro molar superior direito (apenas uma lesão); c) ratos com LP induzida em primeiros e segundos molares superiores e inferiores do lado direito (total de quatro lesões). A LP será induzida empregando-se broca em aço carbono dotada de esfera na extremidade com 0,1 mm. A análise estatística será feita por análise de variância (ANOVA), seguida pelo teste de Tukey. O nível de significância adotado será de 5% (alfa=5%).