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Espectroscopia de raio-X revelando os efeitos do glifosato sobre a absorção foliar de manganês em soja

Processo: 18/13401-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 30 de abril de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Hudson Wallace Pereira de Carvalho
Beneficiário:Bianca de Almeida Machado
Instituição-sede: Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/05942-0 - Investigação do metabolismo de nanomateriais absorvidos por plantas empregando-se espectroscopias vibracional e de Raios X, AP.JP
Assunto(s):Espectrometria por raios X   Nutrição vegetal   Manganês

Resumo

A cultura da soja ocupa 9% de toda a área agrícola mundial, sendo o Brasil, Estados Unidos da América e Argentina, responsáveis por mais de 65% da sua produção. Muitas tecnologias trabalharam juntas para possibilitar a expansão da soja para as regiões tropicais, destacando-se programas de melhoramento genético e avanços nutricionais. Graças a estas tecnologias que a área e a produtividade da soja cresceram intensamente nos últimos 50 anos no Brasil, sendo esta cultura, hoje, responsável por mais de 9% de toda a arrecadação brasileira em exportações. Quando a primeira soja transgênica resistente a herbicida foi lançada, um importante passo da história da agricultura foi dado. Quase 20 anos depois, em 2014, as cultivares de soja resistentes a herbicidas representavam 95% de toda a área de soja plantada, sendo grande responsável por garantir ao glifosato o título de pesticida mais importante da história. Devido a esta tecnologia facilitar o controle de plantas daninhas, ela também torna a o cultivo da soja mais rentável e proporciona maiores produtividades. O uso de micronutrientes na agricultura é responsável por uma grande parcela do crescimento da produtividade no Brasil nos últimos 20 anos, e a importância do manganês tem crescido entre os micronutrientes, uma vez que sua deficiência visual nos campos de soja tem sido frequentemente encontrada. Este nutriente torna-se indisponível para absorção radicular em condições de alto pH, portanto, a adubação foliar torna-se alternativa mais eficiente. A adoção de fertilizantes foliares reduz o uso de fontes de manganês em mais de 422 mil toneladas em todo o mundo, o que representa uma economia de 91,25%. Deficiências visuais de manganês têm coincidido com a aplicação de herbicidas, principalmente com o uso de glifosato, portanto, é muito comum misturar estes produtos no tanque de aplicação antes da pulverização no campo. Esta prática é interessante porque reduz o número de operações mecanizadas na lavoura, assim como reduz a emissão de gases de efeito estufa no ambiente. Estudos tem mostrado interações antagônicas entre o Mn e o glifosato quando eles são misturados no tanque de aplicação, no entanto, as reais interações químicas entre eles, tanto em solução, quanto na planta, ainda não são claras. Os objetivos deste estudo é utilizar técnicas de espectroscopia de raio-x para trazer melhor entendimento sobre as interações entre o Mn e o glifosato. Técnicas de inflorescência e absorção de raio-x são usadas para avaliar suas interações na planta, monitorando a absorção de Mn, cinética, redistribuição e forma química, com ou sem a aplicação de glifosato. Técnicas de absorção de raio-x também serão utilizadas para caracterizar interações na calda do tanque de aplicação.

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