| Processo: | 18/13073-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Lucilene Reginaldo |
| Beneficiário: | Ivan Sicca Gonçalves |
| Instituição Sede: | Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 13/21979-5 - Entre a escravidão e o fardo da liberdade: os trabalhadores e as formas de exploração do trabalho em perspectiva histórica, AP.TEM |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 18/25336-5 - Registros e Apontamentos vindos dos Sertões: estágio de pesquisa em acervos portugueses sobre política, comércio e trabalho no Planalto Central Angolano (décadas de 1840-1860), BE.EP.MS |
| Assunto(s): | História da África África Central Angola Cultura sertaneja Relação social Comerciantes Sertanejos Comércio |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | África Central | Angola Colonial | Caravanas de Longa Distância | Carregadores Africanos | Comércio Lícito | Sertanejos na África Central | História da África |
Resumo Esta pesquisa procura estudar as dinâmicas do comércio sertanejo no interior de Angola em meados do século XIX. Reunidos no Planalto Central angolano, região fora da jurisdição colonial portuguesa da época, os comerciantes sertanejos foram importantes agentes do comércio no interior do continente, sendo protagonistas da expansão da exportação de gêneros como a cera, o marfim e a goma copal, após a proibição legal do tráfico atlântico de escravos nas colônias portuguesas, em 1836. A partir dos relatos diários do comerciante António Francisco Ferreira da Silva Porto, escritos entre as décadas de 1840 e 1860, que apresentam comentários sobre o cotidiano das caravanas comerciais na África Central, investigarei as relações sociais que permeavam a realização dessa modalidade comercial. Tais relações consistiam em, desde a contratação e negociação constante com os centro-africanos que compunham a sociedade caravaneira e acompanhavam o sertanejo por meses de caminhada, até a diplomacia e participação ativa de autoridades africanas no comércio no interior do continente. Ao acompanhar o cotidiano registrado nas páginas de Silva Porto, torna-se possível uma compreensão mais ampla dos processos de formação, consolidação e transformação do chamado comércio lícito na região, considerando no centro da análise o impacto das decisões e conflitos desses agentes históricos nesse processo de profunda transformação política e social do interior da África Central. | |
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