| Processo: | 17/20278-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 23 de junho de 2019 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina |
| Pesquisador responsável: | Emmanuel Dias-Neto |
| Beneficiário: | Luíza Ferreira de Araújo |
| Instituição Sede: | A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 14/50943-1 - INCT 2014: de Oncogenômica e Inovação Terapêutica, AP.TEM |
| Assunto(s): | Biópsia líquida Genômica Quimioterapia Oncologia Microbiota Marcadores de resistência |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Biópsia líquida | Carcinoma de pulmão de pequenas células | Genômica | Marcadores de resistência | Microbioma | quimioterapia | Oncologia |
Resumo Apesar de ser um tipo de câncer de frequência relativamente baixa, quando comparado a outros tumores pulmonares, o carcinoma de pulmão de células pequenas (CPPC) é o subtipo mais agressivo, com rápida capacidade de crescimento e disseminação. Cerca de 30% dos pacientes diagnosticados com CPPC não respondem à primeira linha de quimioterapia e desenvolvem recidiva até 6 meses após o final do tratamento. Estes mecanismos de escape ainda não são conhecidos, mas podem envolver i) a rápida evolução e seleção de células resistente - com elevada capacidade mutacional - em resposta ao tratamento quimioterápico e ii) mecanismos de escape/modulação imune. As modificações genéticas do tumor primário podem ser detectadas no sangue e em outros fluidos corporais do paciente, permitindo uma avaliação não-invasiva desses elementos circulantes no sangue (biópsia líquida) incluindo a dinâmica mutacional dos tumores, que pode revelar mecanismos de resistência à quimioterapia e auxiliar na identificação de marcadores de progressão. Estudos sugerem que elementos da biópsia líquida contêm informações indicadoras da resposta terapêutica, e podem ser usados para predizer recidiva em pacientes com CPPC antes do início do tratamento. Por outro lado, dados ainda mais valiosos podem ser obtidos com o estudo integrado envolvendo outros aspectos biológicos, tais como marcadores de inflamação, o status imunológico sistêmico, o perfil de células do sistema imune que infiltram a lesão tumoral, assim como alterações na microbiota pulmonar. Em conjunto é possível que esta abordagem permita identificar marcadores de resistência à quimioterapia bem como compreender melhor os mecanismos de quimiorresistência no CPPC. Dessa forma, esta proposta pretende identificar variações biológicas úteis como biomarcadores de resposta terapêutica em pacientes com CPPC, validá-las em duas coortes independentes e investigá-las durante o curso do processo terapêutico, buscando associá-las com a resposta ao tratamento. | |
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