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Contribuição dos ácidos graxos de cadeia curta para o desenvolvimento de síndrome metabólica não clássica pós-infecção intestinal aguda

Processo: 19/14026-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Denise Morais da Fonseca
Beneficiário:Bárbara Cristina Pizzolante
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/25364-0 - Cicatriz imunológica pós-infecção intestinal aguda e desenvolvimento de desordens metabólicas: estudo das interações entre a microbiota e sistema imunológico do mesentério, AP.JP
Assunto(s):Tecido adiposo   Microbioma gastrointestinal   Inflamação crônica   Imunidade nas mucosas   Síndrome metabólica

Resumo

Durante muitos anos, doenças metabólicas foram exclusivamente associadas a fatores genético-ambientais. Entretanto, trabalhos recentes têm evidenciado uma importante conexão entre sistema imunológico e micro-organismos presentes no intestino no desenvolvimento de obesidade, doenças cardiovasculares e síndromes metabólicas. Em particular, inflamação crônica em tecido adiposo é um dos fatores relacionados à patogênese das doenças metabólicas. Porém, as implicações funcionais da microbiota sobre a progressão de tais doenças não são bem conhecidas, em parte devido à complexidade dos componentes da microbiota e do envolvimento bidirecional de diferentes sistemas, como o sistema imunológico e neuroendócrino, nestas desordens. Tal cenário é ainda mais complexo em indivíduos que estejam constantemente expostos a infecções gastrointestinais. A microbiota possui também uma função essencial na produção de metabólitos que são absorvidos pelo organismo,incluindo os ácidos graxos de cadeia curta (SCFA, short chain fatty acids). Os SCFAs influenciam diretamente no sistema imunológico e podem apresentar efeitos pró- e antiinflamatórios. Recentemente mostramos que um único perda de compartimentalização da microbiota e inflamação crônica em diferentes compartimentos de tecido adiposo.Tendo em vista a sobreposição de funções fisiológicas na mucosa intestinal, tecido adiposo e nomes entério, e a possibilidade de comunicação entre os diferentes compartimentos de tecido adiposo do organismo, é possível que infeções agudas que induzam o fenômeno de cicatrização imunológica possam também desencadear desordens metabólicas.De fato,nós verificamos que após eliminação da infecção por Y. pseudotuberculosis camundongos desenvolvem uma forma não clássica de alteração metabólica que se manifesta como uma melhora substancial no metabolismo de carboidratos associada à incapacidade de uso de lipídeos como fonte de energia. A melhora no metabolismo de carboidratos está associada ao aumento de expressão de UCP1 e beigeing em tecido adiposo branco, que adquire características de tecido adiposo marrom. Este fenótipo pode ser transferido parcialmente pelo transplante de tecido adiposo branco. A hipótese desse projeto é de que a inflamação crônica do tecido adiposo que se desenvolve pós-infecção está associada com o desenvolvimento desta síndrome metabólica não clássica. (AU)