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Caracterização funcional de novas variantes presentes no gene GLA de pacientes com suspeita de Doença de Fabry

Processo: 19/12261-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:João Bosco Pesquero
Beneficiário:Agatha Ribeiro Mendes
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/27198-8 - Estabelecimento de um centro de pesquisa genética e molecular para desafios clínicos, AP.TEM
Assunto(s):Análise molecular   Atividade enzimática   Técnicas de diagnóstico molecular   alfa-Galactosidase   Doença de fabry   Virulência

Resumo

A Doença de Fabry (DF) é uma patologia rara causada por variantes presentes no gene GLA, localizado no braço longo do cromossomo X. Variantes patogênicas nesse gene levam a uma atividade nula ou reduzida em diferentes níveis da enzima alfa-galactosidase A (±-Gal A), causando um acúmulo de globotriaosilceramida (Gb3) nos lisossomos. Essa doença apresenta duas classificações de fenótipo, fenótipo clássico e o não clássico, sendo o primeiro a forma mais grave e precoce. Devido aos sintomas serem multissistêmicos, o diagnóstico dessa doença é complexo, podendo demorar dez anos ou mais para ser efetivado. O diagnóstico preconizado trata-se da avaliação da atividade enzimática e análise molecular do gene GLA para homens. Já para as mulheres, devido a inativação aleatória do cromossomo X, é realizada apenas a análise molecular. No entanto, devido a elevada quantidade de variantes restritas às famílias, o diagnóstico molecular ainda assim não é suficiente para a comprovação da patogenicidade das variantes, sendo necessária a realização de testes funcionais. Portanto, esse projeto visa a caracterização funcional de variantes encontradas no gene GLA quanto a sua potencial patogenicidade na Doença de Fabry. Serão analisadas quatro variantes já descritas na literatura, encontradas em pacientes com suspeita de Doença de Fabry, no entanto sem caracterização funcional, além de uma variante nova ainda não descritas na literatura, encontrada em pacientes analisados em nosso laboratório. Com isso, espera-se uma melhoria no diagnóstico da DF e maior agilidade na aplicação do tratamento dessa doença, aumentando assim a expectativa de vida desses pacientes. (AU)