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Caracterização da atividade das células dendríticas plasmocitóides e da assinatura do interferon tipo 1 na síndrome antifosfolípide primária com trombose

Processo: 19/20891-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Fernanda Loureiro de Andrade Orsi
Beneficiário:Ana Paula Rosa dos Santos
Instituição-sede: Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOCENTRO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/14172-6 - Investigação de aspectos fisiopatológicos e novas abordagens terapêuticas em doenças tromboembólicas, AP.TEM
Assunto(s):Patologia clínica   Hematologia   Síndrome antifosfolipídica   Trombose   Células dendríticas   Interferons   ELISA

Resumo

Síndrome antifosfolípide (SAF) é uma doença trombótica grave, caracterizada pela produção de autoanticorpos contra fosfolípides, ou proteínas ligadoras de fosfolípide, presentes nas membranas externas de células endoteliais, monócitos e plaquetas. Acredita-se que os eventos trombóticos na SAF tenham como base fisiopatogênica a reação imunológica nessas membranas celulares, o que provoca ativação das células e subsequentemente estímulo pró-coagulante. Os mecanismos pelos quais há perda de tolerância aos fosfolípides de membrana e estímulo à produção de autoanticorpos não estão estabelecidos. Células dendríticas plasmocitóides (pDCs) são caracterizadas pela capacidade de produzirem grandes quantidades de interferon (IFN)-1, responsável mediar o início da resposta imune. Estudos em modelos animais demonstraram haver ativação de pDCs no lúpus eritematoso sistêmico (LES). Dados clínicos mostraram que 90% das crianças e mais de 50% dos adultos portadores de LES apresentam atividade imune patológica mediada pelo IFN-1. É possível que ocorra ativação exacerbada do sistema imune inato na SAF, à semelhança do que já foi descrito no LES. Porém a importância dessas células, e da expressão do IFN-1, na patogênese da SAF primária ainda não está esclarecida. Desta forma, o objetivo desse trabalho é caracterizar a resposta imune por pDC sem pacientes com trombose relacionada a SAF. Esse será um estudo de caso controle, onde compararemos pacientes com SAF primária trombótica, indivíduos com anticorpos antifosfolípides sem trombose ou outra complicação da SAF e indivíduos saudáveis quanto a atividade das pDCs e a presença de assinatura do IFN-1. Utilizaremos métodos de citometria de fluxo para quantificar pDCs no sangue periférico e IFN-± no citoplasma dessas células. Avaliaremos também a expressão relativa de cinco genes indutores de IFN-1: Ly6E, OAS1, OASL, ISG15 e MX1. A quantificação das citocinas TNF-alfa, IL-6, IL-8 será realizada por ELISA. Os resultados terão o potencial de identificar se a ativação de pDCs está associada a SAF. O conhecimento sobre o papel do sistema imune inato poderá contribuir para que novos tratamentos contra a SAF sejam testados no futuro. (AU)