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Valentes homens de cores pretas: guerra e poder em Angola no século XVII

Processo: 20/09313-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2021
Vigência (Término): 30 de novembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Pesquisador responsável:Silvia Hunold Lara
Beneficiário:Guilherme Oliveira da Silva
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Poder político   Conflitos étnicos   Conflitos armados   Angola   África Central

Resumo

Este projeto investiga as relações de poder entre os centro-africanos e os europeus na África Central no século XVII. Nesse período, as contendas entre os Reinos do Congo, Dongo, Cassange e Matamba, entre outros, estavam reconfiguradas pela presença europeia na região desde o final do século XV. A pesquisa focaliza as relações entre os vários estados centro-africanos e entre eles e os portugueses, em seus conflitos por pessoas, territórios e recursos. A análise se concentra nas guerras, pois os conflitos armados ocupavam lugar central nas lutas pelo poder nesse período da história centro-africana. Serão estudados a formação dos exércitos, a hierarquia de comandos, as estratégias de luta e as alianças militares entre as várias tropas envolvidas, privilegiando-se a região de Angola. Trata-se de examinar, em particular, a complexidade da chamada "guerra preta", geralmente entendida pela historiografia como simples contingentes de homens cedidos por sobas vassalos que lutavam junto aos grupos militares portugueses. Ao constituir um elemento de articulação entre centro-africanos e portugueses, a "guerra preta" torna-se um elemento chave para analisar os meandros das relações de poder na África Central do século XVII e discutir as dimensões do colonialismo e das políticas centro-africanas diante dele. A pesquisa será conduzida focalizando a formação e atuação da "guerra preta" em algumas batalhas específicas: contra Jinga, em 1626; em Sengas de Cavanga, em 1646; Ambuíla, em 1665; e de Pungo Andongo, em 1671. (AU)