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Análise da rede de moléculas associadas ao IFN em pacientes com dengue

Processo: 21/03675-5
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2021
Vigência (Término): 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Otávio Cabral Marques
Beneficiário:Júlia Nakanishi Usuda
Instituição Sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/18886-9 - Análise sistêmica e integrativa da resposta imune às infecções virais por Zika e Dengue, AP.JP
Assunto(s):Autoanticorpos   Anticorpo anti-interferon alfa   Citocinas   Transcriptoma   Análise de sequência de RNA   Infecções por Arbovirus   Dengue
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Dengue | Imunologia sistêmica e integrativa | Interferon | Transcriptoma | Imunologia

Resumo

Notavelmente, autoanticorpos anti-citocinas têm sido associados ao desenvolvimento de infecções oportunistas. Dentre eles, autoanticorpos neutralizantes anti-IFN-gama podem aumentar a susceptibilidade às infecções micobacterianas, ao passo que anti-IFN-alfa são associados ao desenvolvimento de infecções virais (ex: varicela, citomegalovírus e adenovírus) e câncer. Porém, as concentrações de autoanticorpos anti-IFN-alfa em pacientes que desenvolvem dengue permanecem por ser caracterizadas. O reconhecimento dos vírus pelas APCs induz a produção de várias citocinas proinflamatórias tais como interferon (IFN)alfa/beta, fator de necrose tumoral (TNF)-alfa, interleucina (IL)-1beta e mecanismos de atividade fagocítica/microbicida, representando a etapa inicial de controle da dispersão dos vírus. Particularmente, a sinalização via IFN do tipo I (ex: IFN-alfa), que se liga ao receptor IFN1R, ativa os transdutores de sinal e ativadores da transcrição (STAT)1 e STAT2. Através dessa via, os IFNs do tipo I estimulam várias funções antivirais. Dentre elas, induzem um estado de resistência nas células do hospedeiro através da ação de enzimas como a RNase L dependente de OAS1 (do inglês: 2'-5'-Oligoadenylate Synthetase 1) que catalisam a degradação de RNA viral. Trabalhamos com a hipótese de que pacientes que desenvolvem infecções por esse arbovírus podem apresentar elevada concentração de autoanticorpos neutralizantes anti-IFN do tipo I. Ademais, características globais e sistêmicas, tais como redes de genes desregulados, vias de sinalização, e assinaturas genéticas específicas da resposta do IFN em infecções por DENV permanecem por ser caracterizadas. Assim, o sequenciamento completo do transcriptoma através da técnica de RNAseq tem permitido um avanço significativo e veloz da compreensão sistêmica dessas questões da resposta imune.Nesse contexto, o objetivo deste projeto consiste em caracterizar as concentrações séricas e a função neutralizante de autoanticorpos anti-IFN-alfa em pacientes com dengue. Além disso, devido às limitações atuais impostas pela pandemia que podem impactar o desenvolvimento de outras pesquisas não relacionadas ao COVID-19, realizaremos em paralelo uma análise transcricional de coortes de paciente infectados com dengue, a fim de caracterizar redes de moléculas associadas ao IFN envolvidas na resposta contra o DENV.

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