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Estudo dos efeitos dos derivados oxidados do ácido linoleico na composição lipídica e acúmulo de corpúsculos lipídicos em astrócitos

Processo: 21/09326-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2021
Vigência (Término): 30 de setembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica
Pesquisador responsável:Sayuri Miyamoto
Beneficiário:Gabriela Ernandes Humizava Poiato
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07937-8 - Redoxoma, AP.CEPID
Assunto(s):Doenças neurodegenerativas   Esclerose amiotrófica lateral   Óleos vegetais   Consumo de alimentos   Ácidos graxos   Astrócitos   Gotículas lipídicas   Lipidômica   Técnicas in vitro

Resumo

O ácido linoleico (LA) é um ácido graxo poliinsaturado (PUFA) da família ômega-6 que pode ser encontrado em diversos alimentos e óleos vegetais. Devido ao crescimento na produção de soja e no consumo de alimentos processados, o consumo de LA cresceu exponencialmente desde o início do século XX. Uma vez obtido da dieta, o LA pode ser armazenado em gotículas lipídicas na forma de triacilglicerol ou ésteres de colesterol, servir como fonte de energia ao sofrer reações de ²-oxidação ou ser utilizado como precursor de outros PUFAs ômega-6. Além disso, o LA pode sofrer oxidação por vias enzimáticas e não-enzimáticas, envolvendo espécies reativas de oxigênio (ROS), gerando diversos metabólitos oxidados (OXLAM), como hidroperóxidos, hidróxidos e cetonas. Dentre estes, destacam-se os ácidos 13-hidroxi-octadecadienóico (13-HODE) e 9-hidroxi-octadecadienóico (9-HODE), que vêm sendo relacionados com algumas condições patológicas, como por exemplo o Alzheimer e a esclerose lateral amiotrófica. Em geral, doenças neurodegenerativas compartilham diversas alterações celulares, como por exemplo, desbalanço entre a produção de espécies reativas e as defesas antioxidantes, resultando na oxidação de biomoléculas como lipídios. Tal desbalanço redox pode levar a diversas alterações celulares que incluem inflamação crônica e alterações no metabolismo lipídico de células da glia, como astrócitos. Hipotetiza-se que um aumento na concentração de HODEs resultante da oxidação de LA constantemente ativa a PPARy, contribuindo para o acúmulo de ácidos graxos. Esse aumento de concentração possivelmente ocorre devido aos níveis elevados de ROS gerados, principalmente, por indução de dano mitocondrial que ocorre nas doenças neurodegenerativas. Sendo assim, esse projeto tem como objetivo principal analisar a composição lipídica (lipidoma) dos astrócitos tratados com derivados oxidados do ácido linoleico sintetizados in vitro, além de investigar o efeito destes ácidos graxos oxidados na formação de gotículas de gordura (lipid droplets) e possíveis alterações no metabolismo lipídico e mitocondrial nessas células. (AU)

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