| Processo: | 21/13736-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2027 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas |
| Pesquisador responsável: | Sandra Martha Gomes Dias |
| Beneficiário: | Bianca Novaes da Silva |
| Instituição Sede: | Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Campinas , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Microambiente tumoral Neoplasias Glutaminase Piruvato quinase Mutagênese sítio-dirigida Metabolômica Modelos animais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | câncer | Gac | Metabolismo Tumoral | microambiente tumoral | Pkm2 | metabolismo tumoral |
Resumo Células neoplásicas compartilham características adquiridas durante o desenvolvimento tumoral que são essenciais para a progressão do Câncer. Particularmente, a reprogramação do metabolismo é de suma importância para suprir a alta demanda energética e biossintética dessas células, além de estarem intimamente ligadas ao remodelamento epigenético e ganho de agressividade. Recentemente, tem-se descoberto que células de Câncer vivem em um cabo de guerra metabólico com células do sistema imune infiltradas no microambiente com constante competição por nutrientes e a produção de dejetos metabólicos que levam a supressão do ataque imune e consequente progressão tumoral. Há subtipos tumorais de mama que dependem da alta metabolização de glutamina pela enzima glutaminase para sobreviverem, proliferarem e ganharem agressividade; a enzima piruvato quinase M2 (PKM2), por outro lado, é uma enzima modulável chave na decisão da rota de metabolismo de glicose. Modificações pós-traducionais e níveis de diferentes metabólitos fazem a enzima transicionar entre estado ativo e inativo, levando a produção de piruvato no primeiro caso e ao acúmulo de intermediários como ribose 5-fosfato e NADPH (importantes para o estado proliferativo), no segundo caso. Assim, o funcionamento destas duas enzimas impacta no nível de diferentes metabólitos secretados pelas células tumorais e, desta maneira, no fenótipo de linfócitos e macrófagos infiltrados. Descobrimos em nosso laboratório que GLS e PKM2 interagem diretamente in vitro e são co-imunoprecipitadas de células e que esta interação não ocorre com a forma ativada polimérica de GLS, assim como diminui a atividade in vitro de PKM2. Neste projeto pretendemos, primeiramente, aprofundar no entendimento do compartimento celular onde está interação ocorre. Vamos também mimetizar (ou eliminar) diferentes modificações pós-traducionais descritas para as proteínas (por mutagênese sítio-dirigida), assim como avaliar o impacto de metabólitos e pequenas moléculas que modulam a atividade (e estado oligomérico) das mesmas para buscar uma condição onde a interação é estabilizada nas células. Esta condição (e controles) serão avaliados por metabolômica para entendimento do impacto da estabilização da interação de GLS e PKM2 no pool de metabólitos das células. Por fim, células com estas modificações serão implantadas em camundongos singênicos e características como crescimento tumoral, metástase e o perfil de células imunes infiltradas serão determinados. Com este projeto procuramos entender como o cross-talk entre duas enzimas metabólicas tumorais chaves afeta o destino metabólico dos nutrientes glicose e glutamina e a importância do mesmo no desenvolvimento tumoral, descobertas as quais podem levar ao desenvolvimento de novas terapias. (AU) | |
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