| Processo: | 24/04941-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil |
| Pesquisador responsável: | José Maria Soares Junior |
| Beneficiário: | Ricardo Hsieh |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 18/24224-9 - Efeitos extrareprodutivos da melatonina sobre o sistema genital e mamário, AP.TEM |
| Assunto(s): | Imuno-histoquímica Melatonina Receptores androgênicos Ginecologia e obstetrícia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | carcinoma de mama | Imunoistoquímica | melatonina | Per2 | receptor de andrógeno | serina-treonina quinases | Ginecologia e Obstetrícia |
Resumo O câncer de mama é uma doença heterogênea, podendo ser classificado através dos parâmetros clínicos, histopatológicos, moleculares ou genômicos, contudo ele ainda representa uma grande ameaça à saúde da população brasileira.Na literatura encontram-se indícios e hipóteses de que melatonina tem algum papel na carcinogênese dos tumores de mama, e que parece agir basicamente de três formas: ação direta antioxidativa; ação indireta via receptores transmembrana - MT1 e MT2; e ação nos receptores esteroidais nucleares do ácido retinóico - ROR±, e que tem influência sobre o gene reparador PER2. Adicionalmente, a ação oncoestática da melatonina é relatada por vários investigadores na mama, pois ela tem a capacidade modular moléculas como a Rho-associated-kinase-protein (ROCK-1 e ROCK2), podendo contribuir para a diminuição da migração celular de células de câncer de mama, pois esta via pode atuar na actina e mobilidade das células neoplásicas. Além disso, em estudos experimentais em modelo animal sugerem que a melatonina tem relação com a esteroidogênese, atuando na diminuição da conversão de androstenediona em progesterona e na diminuição da biossíntese de androgênios.Diante desse cenário, indagamos se a melatonina tem o papel na iniciação, promoção, progressão e invasão das células neoplásicas nos diferentes subtipos de carcinoma ductal invasivo de mama. Sendo assim, propomos a avaliação da expressão dos receptores de melatonina MT1 e MT2, do receptor de andrógenos, da proteína reparadora PER2 e das proteínas de ação oncostática ROCK1 e ROCK2 e sua possível correlação na etiopatogênese, no processo de invasão e metástase, e no processo de prognóstico e possíveis terapias-alvo dos tumores de mama. O estudo será realizado por meio de técnicas in situ e considerará a avaliação histomorfológica para o possível estabelecimento de algoritmos clínicos-histopatológicos para a melhor compreensão das características destes tumores. Espera-se que através dos resultados obtidos, possamos compreender melhor a possível ação da melatonina nas neoplasias mamárias para podermos subsidiar futuros estudos em direção ao estabelecimento de terapias-alvo individualizadas. (AU) | |
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