| Processo: | 25/20614-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2025 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia |
| Pesquisador responsável: | Daniel José Szor |
| Beneficiário: | Daphne Schivartche Schur |
| Instituição Sede: | Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEPAE). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Cirurgia bariátrica Gastroplastia Obesidade |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | cirurgia bariátrica | Gastroplastia | obesidade | Sistema Única de Saúde | Vídeolaparoscopia | Cirurgia do Aparelho Digestivo |
Resumo INTRODUÇÃO: A obesidade é uma condição crônica multifatorial que alcançou proporções epidêmicas e está fortemente associada a diversas comorbidades. Nesse contexto, a cirurgia bariátrica consolidou-se como a intervenção mais eficaz para promover perda ponderal sustentada e melhora significativa dos desfechos metabólicos, sendo indicada para pacientes com IMC ¿ 35 kg/m² associados a comorbidades ou ¿ 40 kg/m², independentemente delas. Seus efeitos vão além da redução de peso, abrangendo benefícios metabólicos, cardiovasculares, psicológicos e sociais, que resultam em maior qualidade de vida e aumento da sobrevida. Ao longo dos anos, diferentes vias de acesso cirúrgico foram desenvolvidas, com destaque para a aberta e a videolaparoscópica, esta última considerada padrão-ouro. Entretanto, fatores como sexo, idade, raça/cor e região geográfica podem influenciar a escolha do método, revelando desigualdades estruturais no acesso à saúde. No Brasil, compreender essas disparidades é essencial para ampliar a equidade assistencial. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reconhece duas técnicas principais: a gastrectomia vertical, de caráter restritivo, e o bypass gástrico, de efeito combinado restritivo e disabsortivo. O acesso a esses procedimentos é amplamente viabilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que atende a maior parte da população brasileira e disponibiliza bases de dados abertas, fundamentais para o monitoramento e análise epidemiológica em nível nacional. OBJETIVOS: Comparar as vias de acesso para cirurgia bariátrica realizadas no Sistema Único de Saúde nacional, analisar as características epidemiológicas dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Descrever os custos envolvidos no tratamento cirúrgico da obesidade, a taxa de mortalidade intra-hospitalar, duração de internação e necessidade de terapia intensiva relacionada ao tratamento cirúrgico. MÉTODOS: O estudo tem desenho retrospectivo e propõe uma análise ecológica de série temporal da população brasileira entre 2007 e 2024, com dados extraídos do DATASUS. Serão incluídos registros baseados na CID-10: cirurgias bariátricas por videolaparoscopia (04.07.01.038-6), gastroplastia com derivação intestinal (04.07.01.017-3), gastroplastia vertical com banda (04.07.01.018-1) e obesidade (E66). As variáveis epidemiológicas levantadas serão idade, sexo, unidade federativa, raça e cor. Os desfechos avaliados incluem dias de internação, uso de UTI, mortalidade intra-hospitalar e custo da internação. A análise estatística será realizada no software R 4.5.1, utilizando média e desvio padrão para variáveis contínuas e frequências absolutas e relativas para categóricas. Serão aplicados o teste t de Student para variáveis contínuas, o qui-quadrado para categóricas e o teste de Wilcoxon para avaliação da normalidade. O estudo foi aprovado pelo SGPP (nº 5338) e está dispensado de TCLE por utilizar dados secundários de acesso público. RESULTADOS ESPERADOS: Espera-se divergência nos resultados clínicos pós-operatórios dos pacientes submetidos às diferentes vias de cirurgia bariátrica. Além disso, os resultados devem mostrar diferenças entre as variáveis epidemiológicas do perfil dos pacientes em cada técnica cirúrgica. Os resultados devem fornecer informações que poderão contribuir para a compreensão do impacto da via de acesso cirúrgico nos resultados clínicos e apoiar decisões sobre a ampliação do acesso a técnicas minimamente invasivas em todo o território nacional, promovendo maior equidade e assistência na atenção cirúrgica. (AU) | |
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