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Consumo de Alimentos Ultraprocessados, Qualidade da Dieta e Biomarcadores de Doença Aterosclerótica em Portadores de Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica

Processo: 25/23675-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de março de 2026
Data de Término da vigência: 31 de julho de 2027
Área de conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Raul Dias dos Santos Filho
Beneficiário:Talles Moraes de Sousa
Instituição Sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Alimentos ultraprocessados   Cardiologia
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Alimentos ultraprocessados | Doença Aterosclérotica | hipercolesterolemia familiar | prevenção cardiovascular | qualidade da dieta | Cardiologia

Resumo

A hipercolesterolemia familiar heterozigótica (HFHe) é uma condição genética que eleva o LDL-c desde o nascimento e, quando não tratada, leva ao desenvolvimento precoce de doença cardiovascular aterosclerótica (DCV). Mesmo com o controle farmacológico eficaz do LDL-c, persiste um risco residual associado a colesterol remanescente, triglicerídeos, lipoproteína(a), disfunção do HDL, alterações metabólicas, inflamatórias e adiposidade. Nesse contexto, a alimentação é parte essencial do tratamento. O consumo de alimentos ultraprocessados (AUP) tem sido associado a maior mortalidade e piores desfechos cardiovasculares, mas ainda são escassos os estudos que investigam os mecanismos intermediários dessas associações, e nenhum avaliou o consumo de AUP em indivíduos com HFHe. Investigar essa relação pode contribuir para compreender o papel da dieta no risco residual e sugerir possíveis mecanismos biológicos que relacionem o consumo de AUP à DCV. Este estudo transversal tem como objetivo investigar a associação entre o consumo de AUP (classificação NOVA) e fatores de risco cardiovascular em pacientes com HFHe. Serão analisadas as associações entre o consumo de AUP e: (1) ingestão inadequada de nutrientes críticos; (2) índice de massa corporal e circunferência da cintura; (3) perfil lipídico, glicêmico e inflamatório; e (4) presença de diabetes e outras condições clínicas relacionadas ao risco cardiovascular. Dados sociodemográficos e de atividade física serão obtidos por formulário eletrônico; informações dietéticas, por recordatórios de 24 horas processados pelo sistema R24h-NOVA; e dados clínico-laboratoriais, extraídos de prontuários do InCor. As análises utilizarão regressão linear e de Poisson robustas com ajuste hierárquico baseado em modelo conceitual de determinação e controle para terapias hipolipemiantes, estimando efeitos totais e diretos e explorando possíveis não linearidades por splines. (AU)

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