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Renovação e gramaticalização: o caso da locução conjuntiva "na hora que"

Processo: 10/09567-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2010
Vigência (Término): 31 de julho de 2011
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Gisele Cássia de Sousa
Beneficiário:Nicole Regina Renck
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Gramaticalização

Resumo

Estudos descritivos do português têm identificado uma variedade de locuções conjuntivas que, ao lado da conjunção prototípica quando, servem à expressão das denominadas orações adverbiais temporais (NEVES, 2000; BRAGA, 2001; LIMA-HERNANDES, 2000). Com a pesquisa aqui proposta, pretende-se investigar o comportamento de uma dessas locuções, empregada com significativa frequência no português falado no interior do estado de São Paulo: a forma (n)a hora que. O objetivo é investigar se há, nessa variedade do português, contextos, tanto linguísticos quanto não linguísticos, indicativos de especialização de uso dessa forma em comparação ao emprego da forma prototípica quando. Retomando a clássica distinção proposta por Meillet (1948 [1912]) entre renovação e gramaticalização, o propósito mais geral da pesquisa é averiguar se o comportamento de na hora que, na sincronia investigada, indicia um processo de mudança dessa locução via analogia com a conjunção quando, e, portanto, via renovação nos termos de Meillet, ou se, diferentemente, a essa forma podem ser atribuídas características de um processo de mudança via gramaticalização. Além de contribuir para os estudos descritivos do português, o desenvolvimento desta pesquisa pode, pois, em termos teóricos, fornecer subsídios às discussões acerca dos limites e alcance da gramaticalização.