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Metabólitos secundários de duas espécies de guaco (Mikania glomerata Sprengel e Mikania laevigata Schultz) cultivadas sob condições variadas

Autor(es):
Cláudia de Lázzari Almeida
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
Márcia Ortiz Mayo Marques; Paulo Cesar Pires Rosa
Orientador: Alexandra Christine Helena Frankland Sawaya
Resumo

O uso de plantas medicinais e fitoterápicos na política de saúde do Brasil vem sendo incentivada, de maneira crescente, por diretrizes governamentais em todos os níveis. O xarope à base de Mikania glomerata Sprenguel é atualmente fornecido por postos do Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico para bronquite e tosse. Porém, diferentes condições de cultivo de plantas medicinais podem resultar em variações nas concentrações de princípios ativos, afetando a segurança, qualidade e eficácia esperada dos fitoterápicos. Poucos estudos referentes ao cultivo das duas espécies de guaco de interesse terapêutico, Mikania glomerata e Mikania laevigata Schultz, foram encontradas. Até o momento a questão da variação de teores de metabolitos secundários nestas espécies ocasionados por variações ambientais não foi satisfatoriamente abordada. Como ambas constam no 1º Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, aparentemente podendo ser usadas indiscriminadamente, elas devem ser estudadas em paralelo. Avaliamos como os metabólitos secundários são influenciados pelas variações nas condições de cultivo como: temperatura, luminosidade e danos mecânicos. Após os tratamentos, a composição química dos extratos das folhas foi avaliada por cromatografia líquida de ultra alta eficiência com espectrometria de massas, acompanhando o teor do seu marcador (cumarina) e o perfil dos outros componentes. Os resultados obtidos apontam significativa influência dos tratamentos sobre diversos compostos secundários. Após o dano mecânico, ambas as espécies apresentaram diminuição da maioria dos compostos na primeira hora, e posterior aumento após 24 horas de dano. Apesar da cumarina ser considerada o marcador químico para as duas espécies, ela foi encontrada em pequenas concentrações, e até mesmo ausente em M. glomerata. Em resposta ao tratamento de luminosidade, observamos aumento significativo de compostos fenólicos, como ácido clorogênico e ácido dicafeoilquínico, em plantas cultivadas em luz plena. Em resposta à modificação de temperatura, observamos aumento de diversos compostos fenólicos, inclusive a cumarina, em plantas mantidas em temperaturas de 12 °C e de 30 °C. Observando a distinção química entre as duas espécies e a diferença de resposta de cada uma frente a situações variadas de cultivo, concluímos que elas devem ser diferenciadas, bem como necessitam de padronização das condições de cultivo para um uso terapêutico seguro e eficaz. (AU)

Processo FAPESP: 13/15962-2 - Metabólitos secundários de duas espécies de guaco (Mikania glomerata Sprenguel e Mikania laevigata Schultz) cultivadas sob condições variadas.
Beneficiário:Claudia de Lazzari Almeida
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado