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Novos registros de ovos fósseis de vertebrados do Cretáceo Superior do Grupo Bauru

Texto completo
Autor(es):
Julio Cesar de Almeida Marsola
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Ribeirão Preto.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (PCARP/BC)
Data de defesa:
Membros da banca:
Max Cardoso Langer; Wilfried Klein; Rodrigo Miloni Santucci
Orientador: Max Cardoso Langer
Resumo

Ovos fósseis de Crocodyliformes, Aves e Chelonii são artefatos reprodutivos incomuns, conhecidos a partir de registros em poucos países. Tornam-se ainda mais raros quando considerados apenas os achados oriundos de rochas mesozoicas. No Brasil, os registros são limitados à poucos ovos de Crocodyliformes do Cretáceo do Grupo Bauru, bem como um ovo de Chelonii de mesma idade. Desta forma, o presente estudo propôs-se a realizar a descrição de doze ovos fósseis coletados em Campina Verde-MG, e de outros dois provenientes de Álvares Machado e Pirapozinho, região de Presidente Prudente-SP, oriundos de rochas cretáceas (Grupo Bauru). Para tal, utilizou-se técnicas de análises ultraestruturais como Microscopia Eletrônica de Varredura, Espectrometria por Dispersão de Energia e Microscopia Óptica, além de Tomografia Computadorizada para verificar a ocorrência de embriões. Os resultados das análises sugerem a afinidade dos doze ovos de Campina Verde a Crocodyliformes e, pela topotipia do horizonte estratigráfico, a possível associação destes a Pissarrachampsa sera. Adicionalmente, o recorrente registro de ovos fósseis associados a restos esqueletais de crocodilianos notosúquios sugere um nível de cuidado parental presente no grupo. Já o espécime de Álvares Machado possui feições de Enantiornithes. Por fim, o ovo coletado em Pirapozinho possui características semelhantes às de ovos de quelônios Podocnemidae, o único grupo de Chelonii conhecido no afloramento de onde provém o ovo (AU)