Texto completo
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| Autor(es): |
Davi Machado da Rocha
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Dissertação de Mestrado |
| Imprenta: | Franca. 2017-01-17. |
| Instituição: | Universidade Estadual Paulista (Unesp). Faculdade de Ciências Humanas e Sociais. Franca |
| Data de defesa: | 2016-12-05 |
| Orientador: | Jean Marcel Carvalho França |
| Resumo | |
A partir de meados da década 1830 e ao longo do século XIX, o problema da morte voluntária preencheu muitas páginas de diversos jornais e periódicos que circularam na cidade do Rio de Janeiro. Recorrentes suicídios de escravos, de mulheres, de comerciantes e de outros personagens da sociedade fluminense suscitaram variadas reflexões entre os intelectuais brasileiros, que tentaram explicar e combater as causas deste fenômeno que contrariava a vontade de Deus e a natureza humana. Tais reflexões serão objeto de estudo desta pesquisa, que procura examinar as formas de descrição do fenômeno da morte voluntária, de 1835 a 1895, a partir de dois discursos: o da medicina e o da literatura. Nesse período, com a criação da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1832) e o desenvolvimento de uma literatura preocupada com a educação e formação moral do público leitor, houve uma produção regular de teses médicas, notícias, crônicas e romances que denunciavam a recorrência de suicídios e tentavam demarcar as condutas e as determinações sociais que incidiam sobre esta prática, tais como a loucura, a jogatina, os desarranjos financeiros, as paixões desregradas, a incredulidade entre outras expressões dos “vícios” que passaram a “corromper” a sociedade com o advento da vida urbana e moderna. Assim, a hipótese que guiará esta pesquisa é que a medicina e a literatura, na medida em que partilhavam o interesse de construir o Brasil em termos modernos, urbanos e civilizados, descreveram a morte voluntária como um problema de ordem moral que deveria ser combatido no âmbito das paixões e costumes por meio da educação. Dessa forma, tais discursos adquiriram um caráter prescritivo da vida social fluminense, trazendo à tona os valores e sentidos construídos por essa sociedade para orientar a vida de seus membros (AU) | |
| Processo FAPESP: | 15/01094-4 - A morte voluntária na medicina e na literatura fluminense (1835-1895). |
| Beneficiário: | Davi Machado da Rocha |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |