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Participação dos ácidos graxos de cadeia curta e seu receptor (FFAR2) na resposta imune em modelo de monoinfecção por Aggregatibacter actinomycetemcomitans

Texto completo
Autor(es):
Renan Oliveira Corrêa
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
José Luiz Proença Módena; Tarcília Aparecida da Silva
Orientador: Marco Aurélio Ramirez Vinolo
Resumo

Os ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs), acetato, propionato e butirato, são produtos finais oriundos do metabolismo bacteriano. Além de serem um importante substrato energético às células epiteliais intestinais, estes metabólitos são capazes de modular a ativação do sistema imune e, com isso, parecem exercer um papel importante na manutenção da homeostase do hospedeiro. Um dos principais mecanismos associados aos efeitos dos AGCCs é a ativação de receptores acoplados à proteína G, incluindo o FFAR2, receptor de membrana altamente expresso em neutrófilos. Embora se saiba que as bactérias anaeróbias são capazes de produzir altas quantidades de AGCCs em locais de infecção, os efeitos ocasionados por esta produção local e a ativação de FFAR2 ainda são incertos. Dessa maneira, este trabalho se propôs a investigar os efeitos dos AGCCs, produzidos localmente nos sítios de infecção, na resposta imunológica contra a bactéria patogênica Aggregatibacter actinomycetemcomitans (Aa). Para isso, utilizamos modelo de câmara subcutânea em camundongos C57BL/6 para iniciar e manter uma monoinfecção isolada de Aa no interior do organismo dos animais. Os AGCCs inoculados juntamente com a bactéria na câmara não alteraram o padrão de migração leucocitária ao local da infecção, mas reduziram a capacidade das células em fagocitar e destruir as bactérias ali presentes, além de terem modulado negativamente a produção de citocinas e quimiocinas (TNF-?, IL-10 e Cxcl2) essenciais para orquestrar toda a resposta imune subsequente. Tais efeitos não decorreram de ações diretas dos AGCCs sobre o crescimento bacteriano ou de efeito citotóxico dos AGCCs sobre os leucócitos. In vitro, observamos que a incubação com AGCCs reduziu a capacidade de fagocitose e produção de TNF-? por neutrófilos humanos. Por fim, demonstramos ainda que o receptor FFAR2 é importante na resposta à infecção por Aa, uma vez que na sua ausência, houve uma redução na capacidade de eliminação dessa bactéria. Em suma, estes resultados indicam que a produção de AGCCs no local da infecção interfere com a ação dos neutrófilos e com isso pode contribuir para o início ou progressão do quadro infeccioso (AU)