Texto completo
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| Autor(es): |
Fernanda Ribeiro Begnini Konatu
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Tese de Doutorado |
| Imprenta: | Campinas, SP. |
| Instituição: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Química |
| Data de defesa: | 2014-08-19 |
| Membros da banca: |
Isabel Cristina Sales Fontes Jardim;
Ednei Gilberto Primel;
Martha Bohrer Adaime;
Fabio Augusto;
Carla Beatriz Grespan Bottoli
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| Orientador: | Isabel Cristina Sales Fontes Jardim |
| Resumo | |
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), nos últimos anos, a alface tem apresentado irregularidades no Brasil, em relação à presença de agrotóxicos permitidos em limites acima do recomendável e/ou substâncias não autorizadas para o produto, tornando-se necessário o desenvolvimento de métodos para a determinação multirresíduos de agrotóxicos nesta cultura. A separação, confirmação e quantificação de 16 agrotóxicos em alface foi realizada por cromatografia líquida de alta eficiência e de ultra eficiência acopladas à espectrometria de massas sequencial, com analisador triplo quadrupolo, operando no modo de monitoramento de reações múltiplas e ionização positiva por eletrospray. Para a extração dos agrotóxicos, foi utilizado o método QuEChERS otimizado, empregando-se acetonitrila como solvente extrator, tampão citrato na etapa de particionamento, agitação por vórtex, centrifugação por 5 minutos a 5000 rpm e uso de uma mistura de PSA, MgSO4 e carbono grafitizado para realização da limpeza da amostra. Os métodos desenvolvidos foram validados, de acordo com o Documento SANCO No 12571/2013, mostrando-se seletivos, exatos e precisos, com recuperações na faixa de 70-120% e coeficientes de variação inferiores a 20%. A linearidade foi avaliada em 5 níveis de fortificação, empregando curvas analíticas por padronização externa com superposição de matriz, obtendo-se coeficientes de determinação acima de 0,990, resíduos menores que 20% e limites de quantificação acima de 3 µg/kg. Os métodos foram aplicados para diferentes variedades de alface (crespa, lisa, americana, mimosa e roxa) e para o espinafre (hortaliça de composição similar), obtendo-se bons resultados. Amostras adquiridas no comércio da região de Campinas-SP foram analisadas e agrotóxicos foram detectados em 43% das amostras, em limites não autorizados pela ANVISA, comprovando a necessidade do monitoramento contínuo da cultura de alface no Brasil (AU) | |
| Processo FAPESP: | 11/23127-0 - Desenvolvimento e validação de métodos analíticos para determinação de multirresíduos de agrotóxicos em cultura de alface, por cromatografia líquida de ultra eficiência e cromatografia líquida acopladas à espectrometria de massas sequencial. |
| Beneficiário: | Fernanda Ribeiro Begnini Konatu |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |