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Destino do nitrogênio aplicado ao milho segunda safra e seu efeito na soja cultivada em seguida

Texto completo
Autor(es):
Bruno Gazola
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Botucatu. 2022-08-25.
Instituição: Universidade Estadual Paulista (Unesp). Faculdade de Ciências Agronômicas. Botucatu
Data de defesa:
Orientador: Ciro Antonio Rosolem
Resumo

O milho segunda safra apresenta potencial para semeadura em consórcio com forrageiras do gênero Urochloa spp. e Megathyrsus spp., as quais podem modificar a população microbiana da rizosfera e afetar a dinâmica do nitrogênio (N) no sistema de produção. Esse manejo melhora as condições nutricionais do sistema, e a disponibilidade de N através da ciclagem do nutriente pelos resíduos, podendo ocorrer redução nas perdas de NO3- por lixiviação e de óxido nitroso (N2O). A ciclagem de N favorece a nutrição do milho (Zea mays L.), no entanto as quantidades de N fertilizante absorvida por essa cultura em consórcio com forrageiras ainda necessitam ser esclarecidas. Estudos que explorem melhor o potencial agronômico de forrageiras com o milho, e soja semeada em sucessão são de extrema importância. Para confirmar a hipótese de que as forrageiras apresentam capacidade de melhorar a ciclagem do N, atuando na diminuição das perdas, foram conduzidos estudos entre os anos de 2018 e 2021 em Botucatu, com os objetivos de (1) avaliar a influência das forrageiras no número de cópias dos principais genes relacionados ao ciclo do N e na emissão de N2O na soja (Capítulo 1), (2) verificar se o consórcio milho – forrageira interfere na recuperação de 15N fertilizante aplicado na safra e o destino do 15N na soja em sucessão (Capítulo 2), e (3) avaliar se o consórcio mitiga as emissões de N2O e qual a influência nas perdas de NH3 (Capítulo 3). Para atingir os objetivos propostos foram realizados os seguintes experimentos de campo. Estudo 1; em janeiro de 2018 foi realizada a semeadura das forrageiras Megathyrsus maximus (Tanzânia) e Urochloa ruziziensis (Ruziziensis comum) que foram conduzidas durante sete meses, o experimento contou também com um manejo sem forrageira. Em sequência ocorreu a semeadura da soja referente a safra 18-19. Para avaliação da abundância de genes foi realizada a amostragem de solo em setembro, outubro de 2018 e janeiro de 2019 e durante o ciclo da soja 18-19 foi realizada a amostragem da emissão de N2O. Estudos 2 e 3; após a retirada da soja 18-19, em fevereiro de 2019 foi realizada a semeadura do milho segunda safra consorciado com as forrageiras e solteiro. A partir desta safra o experimento teve subparcelas referentes às doses de 120 kg ha-1 de N e o controle sem N. O manejo com milho segunda safra e soja verão foi realizado por dois anos agrícola, safras 19-20 e 20-21. No estudo 2 foram avaliados o destino do 15N no sistema solo-planta nas safras de milho e soja, com coletas de plantas e solos. Para o estudo 3 foram realizadas amostragens da emissão de gases de efeito estufa e NH3 durante o ciclo das culturas e na entressafra, com maior intensidade após a semeadura e adubação de cobertura com N no milho. A abundância de genes AOA prevaleceu sobre a AOB, e a soja cultivada sobre essas forrageiras emitiram mais N2O. Quando absorvido pelo milho o 15N fertilizante apresentou como principal destino os grãos, no entanto, o solo ainda é o maior reservatório de 15N fertilizante nas safras de soja. Maiores perdas de N2O ocorreram no início do experimento em decorrência da movimentação do solo na semeadura, e ao longo do experimento houve predominância de absorção de CH4. Os sistemas com forrageiras não diminuíram o número de cópias de AOB ou AOA, no entanto, essas apresentam boa capacidade de absorção do N, armazenando este na sua parte aérea, possibilitando maior absorção pela soja cultivada em sucessão. O CH4 não é menos absorvido com milho fertilizado e soja em rotação, enquanto a principal via de perda gasosa de N é por volatilização de NH3 no manejo com e sem forrageira. (AU)

Processo FAPESP: 18/15867-3 - Destino do nitrogênio aplicado ao milho safrinha e seu efeito na soja cultivada em seguida
Beneficiário:Bruno Gazola
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Doutorado