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Consumo alimentar e composição corporal de trabalhadoras em turnos durante o climatério: um estudo de intervenção com melatonina exógena

Texto completo
Autor(es):
Cristina Souza da Silva Luz
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Saúde Pública (FSP/CIR)
Data de defesa:
Membros da banca:
Claudia Roberta de Castro Moreno; Tassia do Vale Cardoso Lopes; Gabriel Natan de Souza Pires
Orientador: Claudia Roberta de Castro Moreno
Resumo

Introdução: A má qualidade do sono está associada a escolhas alimentares menos saudáveis e a uma pior composição corporal em trabalhadoras noturnas e em mulheres durante o climatério. A terapia com melatonina pode melhorar o sono, podendo ter um efeito positivo no consumo alimentar e consequentemente melhorar a composição corporal. Objetivo: Avaliar o efeito da administração de melatonina exógena no consumo alimentar e composição corporal de trabalhadoras da área da saúde expostas ao trabalho em turnos fixos durante o climatério. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico fase II, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, composto por mulheres no climatério, que trabalhavam em três turnos fixos: matutino, vespertino ou noturno. No baseline, além de dados sociodemográficos, parâmetros de sono autorreferidos, consumo alimentar por meio de diários alimentares e para a análise da composição corporal foi utilizado o exame de bioimpedância. Também realizamos duas coletas de urinas, uma antes da intervenção (Urina zero) para estimar a concentração de 6-sulfatoximelatonina e a outra após o primeiro dia de intervenção (Urina 1) para verificar se a dose de melatonina administrada à noite era excessiva. Após o baseline, as participantes receberam 0,3 mg de melatonina ou placebo durante três meses. Ao final do período de intervenção, os mesmos procedimentos do baseline foram realizados para efeito de comparação. Resultados: No baseline, a média do consumo calórico total e de carboidratos foi maior entre os trabalhadores do turno noturno em comparação com os trabalhadores do turno vespertino (p= 0.02 e p= 0.01). A massa livre de gordura foi significativamente menor nas trabalhadoras do turno vespertino em comparação ao turno noturno (p= 0.02), enquanto a gordura corporal foi maior nas vespertinas em relação às noturnas (p= 0.02). Após a intervenção, não foram observadas diferenças na média do consumo calórico total (p=0.16) e composição corporal (p=0.07) entre os grupos intervenção e placebo. Por outro lado, observamos que as participantes que já haviam passado pela menopausa apresentaram diminuição da gordura corporal comparadas com as não menopausadas, as quais aumentaram, independentemente da intervenção (p=0.04). Conclusão: É possível afirmar que doses que repõem os níveis fisiológicos noturnos de melatonina, quando administradas em noites não contínuas por três meses não foram suficientes para modificar o consumo alimentar e a composição corporal. (AU)

Processo FAPESP: 23/01780-1 - Qualidade da dieta e horário das refeições de trabalhadoras noturnas no climatério: um estudo de intervenção com melatonina exógena
Beneficiário:Cristina Souza da Silva Luz
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Mestrado